quinta-feira, 31 de maio de 2018

Já vou aprontar meu futuro; BH, 0200801999; Publicado: BH, 0130602012.

Já vou aprontar meu futuro,
Preparar com presteza e coragem,
Aprestar sem nenhum medo
E sem vacilação e sem horror;
E está até a demorar a chegar
E parece que não vai,
Abrir as portas para mim;
O tempo está a passar
E meu apresto a demorar;
Meu preparativo está muito lento
E meu petrecho bem longe de mim;
Penso que é falta de aprimoramento,
Preciso e tenho que aprimorar-me,
Se quiser um futuro brilhante;
Tornar-me primoroso,
Se quiser um futuro promissor;
Aperfeiçoar-me cada vez mais,
Se quiser um futuro perfeito;
O tempo está a passar,
Minha costa está a se curvar,
Meus olhos a se turvarem;
Os ouvidos a se tamparem e a priori,
Inda não sei o que fazer;
Não ajo segundo o princípio,
Anterior à experiência;
Não tenho conhecimento dos fatos,
O apriorismo do raciocínio
Impede-me de planejar
Uma aterrissagem tranquila,
No aeroporto do futuro;
Não sou um apriorista
E o meu aprisco é um redil,
Um casebre, um covil


De ovelhas negras.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Mulher; BH, 0190801999; Publicado: BH, 0130602012.

Mulher, 
Quero o teu apresamento,
Não me importa quem sejas;
Quero te apresar em minha vida,
Fazer de ti presa em minha alma;
Capturar em meu coração,
Aprisionar em meus braços
E agarrar com minhas unhas,
As tuas carnes que serão minhas;
Esta é a minha apresentação,
O meu modo de me apresentar,
Documento de recomendação;
Já que estou apresentado
E ser tu a pessoa desinibida,
Não preciso de apresentador;
Quero só pôr na tua presença,
O meu próprio e verdadeiro amor;
Mostrar como sou doce,
Exibir a mansidão guardada,
Expor a contemplação contida,
Submeter à aprovação do teu ser
E ouvir o que tens a alegar;
O que vai significar o que recomendo,
Se terei a resposta esperada,
Que é fazer com que duas pessoas,
Se tornem mais conhecidas entre si;
Quero só expressar simplesmente o meu amor,
Cheguei até a aparecer feito fera,
Porém, sou cordeiro e novilha;
Podes comparecer sem apressar,
Sem acelerar o organismo,
Antecipar o destino;
Podes estimular teu desejo,
Tornar-te diligente,


Sem dar pressa ao ato rápido.

Menina e quero apreender-te de vez; BH, 0190801999; Publicado: BH, 0130602012.

Menina e quero apreender-te de vez,
Tomar de assalto o teu amor,
Confiscar eternamente a tua paz,
Prender tua alma na minha,
Segurar tua mão no trovão,
Compreender a tua incompreensão;
Esta será a tua apreensão definitiva,
Não venhas com nenhuma preocupação;
Não fiques apreensiva, menina,
Tua mãe já sabe
E teu pai já vai saber;
E tudo de apreensório vou apregoar,
Não quero esconder nada;
Até anunciar em pregão,
É dela passa a ser meu;
Divulgar ao mundo inteiro,
Proclamar na televisão,
Gabar e bater no peito,
Para quem quiser aprender
E ficar a saber de tudo
E guardar na memória,
Para nunca mais esquecer;
Estudar e adquirir experiência,
De menina feita mulher;
Não mais uma aprendiz,
Não mais uma principiante
Que aprende;
Não mais pessoa inexperiente
E sim rainha do aprendizado;
Tempo ganho e gasto,
Na aprendizagem que causou,
Menina, vou prender teu amor;
Para agora de chorar e
Venhas se apaixonar.

Podes vir marcar o prazo; BH, 0190801999; Publicado: 0130602012.

Podes vir marcar o prazo
Que queres combinar comigo
Acertar a tua vinda de vez
Aprazar a entrega da tua alma
Para o aprazer da minha
Quero ver agora a tua coragem
Para me causar prazer
Agradar meu ser
E contentar-te ao me contentar
Quero ver agora a tua aprazabilidade
Tua qualidade de aprazível
Teu aprazimento sem medo para mim
O consentimento para que
Passe a habitar o teu corpo
Se pensares que apraz a ideia
Que coloquei á tua apreciação
Podes apreçar para mim
Ajustar e dar o teu preço avaliar
Estou disposto a pagar
Com a minha própria alma
O que de mais valor restou em mim
Saibas apreciar meus atos
E me fales da tua avaliação
A tua opinião é muito importante
Tua análise é primordial para mim
E sejas minha apreciadora
Aprendas a me apreciar
Tenhas apreço por mim
Consideres a minha sobrevivência
E tudo que vais me causar
Sejas apreciativa meu bem
E tornes-me em teus braços dignos
Um ser apreciável considerado
Demonstre-me a tua consideração


Com valor e estima e satisfação

Ao meu irmão Andrey Robson Medina Santos; RJ, 02101101998; Publicado: BH, 0130602012.

Ao meu irmão Andrey robson Medina Santos
Andrey canhoto
Enfezado e irado
Sai de baixo
Quando a raiva chegava
Com Andrey o pau quebrava
E a canhota comia solta
Tocava um bom violão também
E fazia canções
Depois virou economista
E infelizmente no meu coração
Tenho poucas coisas
Para falar do Andrey
Mas é o nosso Andrey
O nosso irmão
Por quem às escondidas
Sempre chorei
É o Andrey
Que quase virou Gromiko
Mudou para Robson
E hoje casado
Dois varões lindos
Cheios de saúde
Inteligentes e educados
Esposa maravilhosa
E merecedora de grande respeito
Diretora exemplar do lar
Colocou o marido
No caminho da responsabilidade
No caminho da paz
Do trabalho sério
E da criação dos filhos
Que têm potencial de caráter


Que herdaram do pai

Um poema para as virtudes se houver; Publicado: BH, 0190902009.

Céu azul se fosses meu
E habitasses dentro de mim
Quão grande eu seria sol
Se fosse o homem
Que o trocasse por meu coração
No vago do meu peito
Serias o imperador
Universo se eu fosse tão
Vasto quanto tu e a
Minha mente do tamanho
De um mundo do tamanho
De um planeta e pudesse ter
Eu o dom de chamá-los de
Meus e assim evadisse de
Mim a falta de sonhos e
Os pesadelos vêm ventos
Brilhas brisas orvalhos serenos que
Fazem meus olhos transformarem-se
Em poços de lágrimas e gosto
Porque quando choro sei que
Não é em vão pois choro pelos
Passarinhos pelas borboletas e também
As andorinhas que fazem festas
Em cima de minha cabeça
Deus que realmente abençoes as
Crianças todas elas que as
Coloques no céu vivas e que todas
Sejam arrebatadas por Tu porque
Só Tu podes hoje mudar a vida
Das que padecem e sofrem as reais
Conseqüências da nossa ignorância
Nossa completa falta de sabedoria para


Dar aos pequeninos um mundo melhor

Rio de Janeiro; Publicado: BH, 012092009.

Vi
Do
Lido
O
Lindo
Mar

Opus mórbido; Publicado: BH, 060902009.

Não sei porque o amor das prostitutas
Atrai-me e a lama das meretrizes
É a minha cama e as doenças
Do sangue contaminado das putas
Purificam-me o submundo é o meu mundo
E os ais dos homossexuais são para mim
Os meus ais e as travestis fascinam-me
São das mulheres sujas os beijos que
Mais procuro são às mulheres rotas
Alteradas que mais dedico meu
Amor bizarro meu comportamento anormal
Que causa asco ao normal que abala
As estruturas e denigre as imagens e
Corrói os testamentos atrai a mim
Tal qual um imã as mulheres lapidadas
As lavadeiras as que nenhum homem
Gostaria de amar beijo as chagas delas
Lambo-lhes as feridas chupo-lhes o pus dos
Tumores e lavo-lhes os corpos carcomidos
Com as minhas lágrimas não sei porque
Este tipo de amor se revelou em mim
Pareço um dragão de comodo só gosto
Da carne quando está podre
Não sei porque só quero o amor das
Quengas mas não atraio o das gueixas
As luxuosas raparigas japonesas essas
Desprezam-me da cabeça aos pés
E o cheiro delas não passam por minhas
Narinas são limpas saudáveis sorriem
São elegantes charmosas estéticas
E tudo isso me exorciza delas toda
Essa higiene expulsa-me gosto mesmo
É do lume do fogo fátuo dos cadáveres
Das mulheres perdidas



Graças garça branca; RJ, 0230201999; Publicado: BH, 012092009.

Graças garça branca
À beira do canal de lodo
Escuro de sujo
Que minha filha
Olha da janela do ônibus
Graças garça branca
Vou-me embora para o mato
Antes que o mato acabe
E acabe os bichos e os insetos
Vou virar bicho
Vou virar mato
Formiga taruira tanajura
Virar passarinho também
O carro de boi já vem
Não quero perder de vista
No horizonte da mata virgem
O morro a chapada a roça
A dança da fauna e da flora
Aflora minha alma
Cheia de esperança
Grilos e gafanhotos
Cadê as minhocas
Cadê as aranhas
Cadê as borboletas
Cadê as cores
Tudo fugiu de repente
O futuro acabou com tudo
Graças garça branca
Não quero o futuro 
Quero minha filha a olhar o mato


Da janela duma casinha de terreiro

A morte; RJ, 080301992; Publicado: BH, 07092009.

A morte
Vem vindo de barco
Breve e ligeira
Silenciosa como o ar
Transparente e clara
Acabou de chegar
Chegou aos nossos ouvidos
Molhou nossos olhos
Fechou nossas almas
Prantos e choros
São linguagens cotidianas
Flores e cemitérios
Funerárias e papa-defuntos
A morte é o conjunto
É só e solitária
É certa e errada
Mete medo em todos
Não livra a cara
Não perdoa ninguém.
Chegou a vez
Não esperneia
Feche o guarda-chuva
Abotoa o paletó
E vamos nessa
Se sobe ou se desce
O elevador ninguém conhece
De lá nunca se voltou.
Se é bom ou ruim
Se é bem ou mal
Só mesmo a conhecer a morte
Frente à frente
E tentar botá-la para correr

A poesia; RJ, 0210301995; Publicado: BH, 07092009.

A poesia morreu
É a morte do poema
Da ode e dos sonetos
Morreu a literatura
Os contos e os romances clássicos
Enterraram os livros
As fábulas e as parábolas
Onde estão os hinos
As histórias e os salmos
Os cânticos e as cantatas
Ninguém ler mais
É a fobia aos livros imortais
Aos grandes autores
Aos escritores clássicos
Que nostalgia me dá
Que saudades tenho
Se fosse Jesus Cristo
Ressuscitaria a poesia
Ela não pode acabar
Não pode ser enterrada
Temos que voltar à origem
Salvar o que resta ainda
Da destruição geral
Valei-me meu são Rimbaud
Volta enquanto é tempo
Ninguém quer mais saber do saber
É só apertar botões e teclas
Lá se vai a criatividade
Cérebros enferrujados
Baniram a inspiração
Todos estamos cegos
Perdemos a visão

A Obra; BH, 080702006; Publicado: BH, 012092009.

Nunca escrevi uma obra-prima;
Pudera, como iria escrever,
Uma obra-prima, sem saber escrever?
Agora, uma coisa sei, toda obra
Que deixei, para ser prima ou não
É maior do que eu; ninguém é maior do
Que a obra; ninguém é maior do que a poesia;
Pois, mais velho do que o que é mais velho,
Os homens vão e as obras ficam; é por isso que
Invejo quem não pensa; é por isso que
Tenho orgulho do ignorante, do indiferente
Com mente e o corpo fechados: não precisam
Sofrer para criar; não precisam chorar para
Parir; para eles o sim e o não é uma coisa
Só; o tudo e o nada  se confundem e o
Aquém e o além, não representam nada mais
Do que representam; e para quem pensa,
Para quem grita ais ao dar á luz; para quem
Atingir a luminosidade, a clarividência ou o
Entendimento, é  mais importante do que viver;
A vida não é só a vida e procurar viver
Várias vidas num único tempo e o tempo
Por mais que seja tempo, será sempre
Pequeno, para quem leva uma vida ávida
De vida; quem quer escrever para a posteridade,
Chegar á eternidade pela obra, tem que
Ser renegado, maldito, ser aquele em
Que não se espera nada dele, um sem função,
Perdido, fora da razão, ser o que menos fala,
Ou emite opinião, não recebe flores em vida,
Nem parabéns no dia do aniversario e
Ser aquele ordinário, que toda mulher quer
Distância dele; viver para a imortalidade
É assim: culto à cultura; culto à sabedoria, à vida,
À verdade extrema; culto ao pensamento; à alma
E à toda fenomenologia do espírito.

Acróstico nº3; Publicado: BH, 080902009.






Longe está a tua cabeça iluminada
Único lugar puro que conheço agora e
Cada vez mais padeço embora ao
Andar nas trevas da noite eterna e
Sê tu a luz que me retorna;
Ignoro o que se passa por ti ao
Ver a tua nudez silenciosa
A luz do teu olhar turva
No ato a visão oposta
Onde a ignorância alheia não entende
Virtude semelhante encontrada;
Íntima alma encantada
Tudo quero entregar ao teu espírito ao
Chorar a dor que tu sentes
Herói sem guerra vilão sem crime;
Faço votos que a razão
Um dia habite a tua lucidez
Raro momento de ternura e transe
Talento perfeito de nobreza bruta
Antes  pudesse sofrer no teu lugar
Deposto pai de pecado e erro e
Ostentar nos ombros o teu desespero;
Mutilei teu intelecto sem saber
Ergui teu sepulcro mental
Desde o dia em que te vi  nascer;
Inclui entre os deuses o teu nome e
No Olimpo registrei o testamento:
A brancura do teu rosto no azul do firmamento.


Amigo e de uma vez por todas; BH, 0260602006; Publicado: BH, 090902009.

Amigo e de uma vez por todas,
Acabes com a hipocrisia da mesquinharia,
Seres mesquinho, apologista da mesquinhez,
Acaba com a harmonia, põe fim à nossa
Irmandade e afugenta a sabedoria;
Não quero falar mal de tu e nem
Gosto de falar mal do semelhante,
Mas na ignorância és um gigante
E na burrice um elefante, não vás
Mais avante, nem dês passos adiante, pois
O abismo está debaixo de teus pés; falta-te
A verdade, desconheces a coragem
E não procuras viver em outro caminho,
Longe da ingratidão, da mágoa;
Coisas pequenas demais ocupam teu cérebro,
Causos insignificantes demais fazem parte
Do teu cotidiano; falta-te reciprocidade,
Educação e afinidade humana; pois
A tua alma humana falta raça e ao
Teu espírito humano falta o ser; então,
Veja irmão, o que será de ti, que
Não ofereces nada, nada tens para
Oferecer e nem para servir? não sabes ser
Cortês e nem gentil, tens medo de
Existir e encavernas nas tuas
Cavernas dentro de ti e nem Platão
O tira mais daí; verdadeiro troglodita,
Não te impressionas com a cultura e
Desprezas a inteligência e a sabedoria;
Segues com indiferença aos princípios,
Não preservas dignidade e nem honra;
Na memória só guardas quem fica a dever-te,
Esqueces a quem deves e cobras antes de pagares;
Já cansei de falar que todo bom cobrador
É mau pagador? digas: “ sou cheio de
Defeitos, envergonho-me deles, arrependo-me
Deles e espero não repeti-los jamais.”



Bush é o nosso exportador de royalties de guerra; BH, 0170602006; Publicado: BH, 0110902009.

Bush é o nosso exportador de royalties de guerra;
É a ele que pagamos as importâncias cobradas, 
Pois é o proprietário de toda patente do produto 
Bélico americano; todo processo de produção, 
Marca, etc; é o autor da obra para permitir o uso e
A comercialização de tudo que causará o
Ranger de dentes daqueles que forem contra
Seus intentos; Bush é o nosso inimigo e
Gosta de criar em nós, seres humanos,
A humanidade, a raça humana, tudo o
Que possa produzir ruído áspero como o
De um atrito de um objeto sobre o outro;
Ele só dorme com o chiar e o lamento
Das crianças, depois dos bombardeios e há
Ainda quem o aplauda: não, eu; ele
Não consegue abster-se de sangue e nem
Privar-se do alimento das carnes dos cadáveres
Despedaçados; se ainda bebesse álcool ou
Fumasse tabaco e conseguisse conter-se e
Refrear-se nos seus mórbidos princípios de
Assassino, o mundo seria outro e não tão
Errado o quanto é; Bush, só sabe fazer a
Apologia à guerra, procura sempre um só
Discurso para justificar, defender ou louvar
A guerra, nunca faz louvor à paz ou um
Só elogio à liberdade; a não ser a dele;
Sempre gosta de ver a humanidade bem
Atemorizada; só existe quando alguém
Sente medo e temor e realizar-se é,
Ver alguém amedrontar-se, assustar-se e intimidar-se;
Assim é o nosso atroz Bush, espantoso e assombroso;
Haja adjetivação, para alguém que não é
Nada comovente, gosta do que é doloroso e
Satã perto dele é pungente, enquanto ele é
Intolerável e não tem decoro com o mundo;
Não tem correção moral nem com ele mesmo,
Perdeu a compostura e nasceu sem decência;
Pergunte a ele o que é dignidade, nobreza e honradez?
Para quem é detentor de todo mal que nos atormenta,
Não conserva isto em seu poder
E nem é depositário de perdão.




Coitado e não tem pupila em lugar nenhum; BH, 06080702006; Publicado: BH, 01100902009.

Coitado e não tem pupila em lugar nenhum
E nem comum, não tem
Íris na pele e nem nos poros; coitado
Nasceu sem sobrancelhas, com ausência
De pálpebras, perdeu as pestanas, os cílios,
Parece uma rosa sem pétalas; coitado,
O cristalino virou trevas; o humor aquoso, a
Retina, viraram desertos de areias escaldantes;
Deus sempre soube o que fez, Deus sempre sabe
O que faz e Deus sempre saberá o que fazer; com
Ele é só ter um pouquinho de paciência
E em cada olhar nascerá um jardim e
Cada olho se transformará numa fonte de
Água fresca, num mar sereno, num universo
Azul da cor do mar, com clarividência;
Pois gosto de dizer tudo, com todas as palavras, com
Todos os nomes, pronomes e sobrenomes, não sei
Porque as pessoas gostam de comer as palavras,
Dão-nos só a metade, não demonstram vontade e
Nem ânimo de pensamento e raciocínio; não sei o
Porque dessas coisas misteriosas, densas, opacas;
Se as pedras se movessem, se arrastassem, mudassem
De formas pelos caminhos; se nos planetas as rochas
Nos recebessem com boas vindas; se nas viagens
Através dos tempos, encontrássemos sempre toda a
Sabedoria, ou a verdade, quando voltássemos á
Realidade, o sentimento e o sentido seriam outros;
A vida teria direção e o destino seria diferente,
Sentiríamos segurança, sentiríamos confiança,
Coragem e nada de medo da morte; a morte
Seria até vista com bons olhos; coitado, nunca
Teve consciência, não sabe emitir opinião e nem
Participação na realização de um sonho e assim
Procura só pesadelos e dificuldades, problemas e ainda
A infelicidade; coitado, todo dia de manhã, acorda,
Enche o pulmão de ar e olha com esperança.

Deixa fluir o que tiver de desenterrar; BH, 0110140702006; Publicado: BH, 0110902009.

Deixa fluir o que tiver de desenterrar 
Dos buracos dos meus terrenos mentais;
São muitos os tesouros escondidos nas minas
Cerebrais; deixa desvendar os segredos do mapa
E dar a luz às perolas, pepitas e moedas de ouro,
Diamantes e rubis, pedras preciosas, milhões e
Milhões de valores esquecidos pela memória
E pela lembrança; pensamento insosso,
Destemperado e que não leva a caminho
Algum é melhor deixar no limbo, para
Não atrapalhar o curso natural; “ quem explora
A miséria é mais miserável do que o miserável
Que vive nela; tirar do pouco que o miserável
Tem, para beneficio próprio, e das migalhas
Do miserável, sem consciência, servir à mesa,
O pão ao filho rico, é de causar vergonha
E inveja até no demônio; só quem tem
Pacto com ele é capaz de agir pior do
Que ele;” deixa fluir as mágoas, o
Que se pode fazer, remoer por dentro,
Parece bem pior, só o miserável, o
Mesquinho é capaz de nos tirar da nossa
Linha de fluidez e juntar a ele o
Indiferente, o ignorante e outros que
Desprezam as coisas do pensamento; temos
Que ter muito cuidado para não nos
Deixar contaminar e nem impedir a
Inspiração; só o contato com eles, é
Suficiente para barrar a luminosidade,
Aumentar a convivência nas trevas e
Nos encher de obtusidade; arre; fora, vá
De retro; quero é luz, não é miséria;
E quero é saber, compreender, entender:
Mesquinharia causa-me náuseas.