sexta-feira, 18 de maio de 2018

Chamavam-no de louco; BH. 0180502018.

Chamavam-no de louco
Que a mulher que estava com 
Ele era sempre louca que 
Bebia que fumava que cheirava
Que era chegado a livros óperas
Músicas clássicas jazz blues
Detestava televisão best-sellers
Campeões de bilheterias 
Chamavam-no de louco que 
Assitia filmes antigos e jogos 
De futebol sem som sem 
Locutores sem comentaristas
Odiava cantores midiáticos
Gentes famosas artistas de 
Novelas diziam que eram 
Despeitos invejas orgulhos
Tinha engulhos por tudo
Amava as putas as travestis
Pederastas andava com 
Prostitutas meretrizes dizia 
Ser mulheres de verdade
Expulsava testemunhas de jeová
Batia a porta na cara dos mórmons
Bebia até vomitar jurava 
Parar de beber e enchia a cara de novo
Entupia-se de comprimido tarjados
Era visto com maus elementos
E maus alimentados mendigos
Não passava boas impressões
Sempre de maus comportamentos
Escrevia poemas rasgava escrevia 
Poemas jogava aos ventos que 
Faziam boas utilidades tirado 
A walt whitman charles bukowski
Coisas de estranhos extravagantes
De entranhas engendradas
Registrava reminiscências à toa à toa.

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