quarta-feira, 30 de maio de 2018

Acróstico nº3; Publicado: BH, 080902009.






Longe está a tua cabeça iluminada
Único lugar puro que conheço agora e
Cada vez mais padeço embora ao
Andar nas trevas da noite eterna e
Sê tu a luz que me retorna;
Ignoro o que se passa por ti ao
Ver a tua nudez silenciosa
A luz do teu olhar turva
No ato a visão oposta
Onde a ignorância alheia não entende
Virtude semelhante encontrada;
Íntima alma encantada
Tudo quero entregar ao teu espírito ao
Chorar a dor que tu sentes
Herói sem guerra vilão sem crime;
Faço votos que a razão
Um dia habite a tua lucidez
Raro momento de ternura e transe
Talento perfeito de nobreza bruta
Antes  pudesse sofrer no teu lugar
Deposto pai de pecado e erro e
Ostentar nos ombros o teu desespero;
Mutilei teu intelecto sem saber
Ergui teu sepulcro mental
Desde o dia em que te vi  nascer;
Inclui entre os deuses o teu nome e
No Olimpo registrei o testamento:
A brancura do teu rosto no azul do firmamento.


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