quinta-feira, 17 de maio de 2018

Nada de nada; RJ/SD; Pulicado: BH, 0201002013.

Nascemos dum nada para sermos nada,
A substância ainda informe na barriga da mãe,
Que vai pôr no mundo um nada, surgido do nada;
E que seu destino é ser nada, nada de nada,
E vira homem com ódio e furor, a tenta lutar,
Para um dia ser; mas para ser, tem que saber
E saber para o homem, é coisa difícil;
Vive na ilusão, a pensar que é; mata e rouba,
Prende e humilha, não dá para ser;
E continua nada de nada; e não sabe
Que só com amor, o homem pode ser;
Mas não sabe e nem procura saber,
Que para ser, tem que sair do fruto do amor,
E para ter amor é preciso saber.

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