quarta-feira, 30 de maio de 2018

Deixa fluir o que tiver de desenterrar; BH, 0110140702006; Publicado: BH, 0110902009.

Deixa fluir o que tiver de desenterrar 
Dos buracos dos meus terrenos mentais;
São muitos os tesouros escondidos nas minas
Cerebrais; deixa desvendar os segredos do mapa
E dar a luz às perolas, pepitas e moedas de ouro,
Diamantes e rubis, pedras preciosas, milhões e
Milhões de valores esquecidos pela memória
E pela lembrança; pensamento insosso,
Destemperado e que não leva a caminho
Algum é melhor deixar no limbo, para
Não atrapalhar o curso natural; “ quem explora
A miséria é mais miserável do que o miserável
Que vive nela; tirar do pouco que o miserável
Tem, para beneficio próprio, e das migalhas
Do miserável, sem consciência, servir à mesa,
O pão ao filho rico, é de causar vergonha
E inveja até no demônio; só quem tem
Pacto com ele é capaz de agir pior do
Que ele;” deixa fluir as mágoas, o
Que se pode fazer, remoer por dentro,
Parece bem pior, só o miserável, o
Mesquinho é capaz de nos tirar da nossa
Linha de fluidez e juntar a ele o
Indiferente, o ignorante e outros que
Desprezam as coisas do pensamento; temos
Que ter muito cuidado para não nos
Deixar contaminar e nem impedir a
Inspiração; só o contato com eles, é
Suficiente para barrar a luminosidade,
Aumentar a convivência nas trevas e
Nos encher de obtusidade; arre; fora, vá
De retro; quero é luz, não é miséria;
E quero é saber, compreender, entender:
Mesquinharia causa-me náuseas.


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