segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

O homem precisa parar de desabilitar-se; BH, 0210402001; Publicado: BH, 040202013.

O homem precisa parar de desabilitar-se
A si mesmo e parar de tornar inábil a natureza
Inaptos planeta e universo e o homem
Quer desmoronar o planeta e cair junto com
As árvores e vir a pôr abaixo tudo que serve
À sobrevivência e penso que o homem quer assim
Desencadear-se por não estar satisfeito 
Quer arruinar-se por maldade e abater-se
Por não suportar a própria dor e não e não
Fizemos coisa alguma para abaixar a aba dele
Iremos desabar juntos por estarmos
A olhar o desabalizar inertes ao atropelar as balizas
E os marcos sem prestar atenção sem observar
Nasceu precipitado à toda a pressa desabalado
E não morrerá imenso não morrerá desmedido
Descomunal morrerá menor do que o menor
Dos seres menor do que o raciocínio do que
As sensações sentidos morrerá menor do
Que as vibrações e precipitações sem corpóreas
Emanações por não desafogar-se não saber dizer
E nem manifestar o que pensa venha expor-se
Ao ar e tirar o mofo da alma arejar o espírito
Venha descobrir a si próprio desabafar o ser
Sem desgalhar-se na chegada do inverno
Quero evitar que ele role ladeira abaixo
Que ele caia na encosta de um terreno
Em declive porém o homem já desabou já
Está desabado igual a chapéu de abas
Largas não direitas e caídas ou o sem abas
Dês a formação desde o início começou o fim o desvir já
Fez as suas orações o daroês já rezou o dervixe
Religioso muçulmano já tentou anular as 
Forças malignas do homem forças que querem derruir
Ainda mais o frágil e combalido homem
Querem derribar o mais superficial dos seres
Querem fazer abalar e desmoronar a mais
Ineficiente e expugnável falsa fortaleza; (continua)

Do casamento nasceram os filhos e as filhas; RJ, 0180701980; Publicado: BH, 040202013.

Do casamento nasceram os filhos e as filhas
Uns morrem outros nascem e vão e surgem uns e outros
Tem que de vez em quando renovar o estoque
Minha mulher já tocou no assunto de filhos
Por várias vezes mas estou a adiar um pouco a ideia
É que ainda não tenho condição estrutura base para se ter filho
A mulher que aguente o galo por mais alguns anos
Mas a vez mesmo é dessa geração que vai surgir aí
Quem vai mandar e gritar agora são esses novos
Guris e novas gurias que estão a nascer cheios de vida
E saúde e desde já deixo meu voto de muito amor e paz
E muita saúde e inteligência para todos eles
Que alcancem uma langa vida cheia de vitórias
E realizações e de felicidades
Caro amigo e querido leitor continues a ler esta
Boçalidade que no fim do livro vais ter uma grande
Surpresa e uma oportunidade para participar deste livro
Livro? continues a ler é que vou suicidar-me e
E gostarias que me ajudasse a descobrir
Quem foi que me matou e é por isso que
Não estou nem aí e nem estou a ligar
Para o que estou a escrever
Quando me matar nós dois vamos dar uma de
Detetive e tentar descobrir o autor do suicídio
Se não quiseres mandas um conhecido em teu lugar
Não há problemas.

É ruim rejeitar a religião; BH, 0200402001; Publicado: BH, 040202013.

É ruim rejeitar a religião
E só desaceitar a crença divina e tem gente
Que não sabe desacavalar a ignorância e 
Se mantém um bruto acavalado e com
O pensamento sobreposto à ideia de Deus
E tenho a consciência tranquila pois
Nunca o neguei e se Ele pensar
Que mereço a salvação e a terei e 
Ela será minha e não gosto de desprevenir-me ou
De descuidar-me no andar e de desacautelar-me
No que falar e não porto-me igual a um espírito
Desacaudilhado e Deus é meu caudilho e
Chefe e por isto não uso de desacato ou de
Desrespeito e de atitude desrespeitosa com Ele e 
Não devemos nunca desacatar a Deus ou
Faltar com o respeito devido a Ele ou
Desrespeitar ou tratar com irreverência
E afronta ao Senhor ou do contrário
Ele irá nos desacasalar da vida ou
Irá separar os acasalados e descasalar
Os que pensam que sabem viver em comunhão e 
Vamos nos desaçamar da vida
Material e vamos desaçaimar da ambição e 
Desfazer as nossas camadas de pedras e areia e 
Terras e poeiras e fazer com que não
Estejamos com o espírito acamado e
Que não gosta de desacamar por desânimo e 
Solta o açaimo que te prende ao nada e 
Para que o ar atrevido mortal? inconveniente
Mortal e vás livrar-te dos abusões e dos teus
Preconceitos mortal e queiras desabusar ou
Não irás germinar mais e só pulular
Com os vermes ou desenvolver-se na podridão ou
Brotar igual a um putrefato e crescer
Igual a um tumefacto e é desabotoar ou é abrir
Brotar como uma flor ou desabrochar igual
A um botão e há tempo de desabrolhar em flores e 
Meu irmão mortal tu estás a querer demais e 
Vejo principiar a manifestar-se em ti
O desabrochar das pústulas ou é desapertar o
Broche dos furúnculos da tua carne morta.

PT:

E aceito a ajuda de qualquer um e agora tu já sabes; RJ, 0180701980; Publicado: BH, 0290102013.

E aceito a ajuda de qualquer um e agora já sabes 
Qual é a surpresa e qual é a oportunidade que 
Vais ter para entrar nestes escritos e ah não 
Queres e não vale a pena e sei então vou 
Esperar que outro queira e vou combinar com ele
O suicídio e depois vamos procurar o assassino e
Vai ser uma história policial muito divertida e vou 
Pedir para ser o detetive e se não tiver vaga vou 
Ficar a ser só o suicida mesmo e o quê? estás a
Querer saber por que é que vou suicidar? ora 
Bolas e todo mundo está a ver que não dá mais 
Para continuar a viver e às vezes tenho até dúvidas
Se sou vivo mesmo ou se cheguei a nascer ou se 
Sou alma e sombra ou um sonho e juro e juro que 
Não sei o que é que sou e não sei se sou morto e
Nem sei se sou vivo e penso que às vezes chego 
Até a ser um cadáver podre a boiar nalguma 
Calçada e penso que às vezes chego até a ser 
Uma barata estuprada e seviciada numa noite 
Bem escura onde me encontrava drogada e 
Abandonada ou no esgoto da sarjeta e penso 
Que às vezes chego até a ser eu e aí penso que
Não penso e volto a não pensar nada e nem se 
Eu e vou me suicidar no fim destes escritos é 
Porque estou desesperado e me encontro no 
Mais alto grau do meu estado de desespero e já 
Estou a delirar e não sei mais o que digo e o que
Falo e o que escrevo e o que faço e não sei mais 
Nada não e sei que o desespero me devora as 
Entranhas e sei que os vermes me comem os 
Intestinos e as doenças tomaram conta do meu
Sangue e tudo se apoderou de mim e saí de mim
E me perdi e perdi o meu eu que ficou estirado na 
Esteira e tudo tomou conta de mim e toda a parte 
Do meu todo foi roubada e meu tudo foi destruído
E não pertenço mais a mim mesmo e me sumi e 
Não me encontro mais e me perdi na minha própria 
Lama e comi as minhas fezes com o suor do meu 
Rosto e não se salva mais nada em mim foda-se.

Não quero que minhas entranhas sejam estranhas a mim; RJ, 0200701980; Publicado: BH, 0290102013.

Não quero que minhas entranhas sejam estranhas a mim
E quero conhecer-me e conhecer minhas tripas e minhas 
Veias e minhas cavidades e tudo o mais que forma-me e
Quero conhecer-me psicofisiologicamente e quero 
Conhecer-me de todas as maneiras e de todos os modos
E de todos os lados e de todos os jeitos e de todos os 
Gestos e de todas as partes e de todas as manias e quero
Conhecer-me e preciso deste conhecimento interno e 
Externo e preciso dessa força bruta e nova e dessa força 
Jovem e reforçada e não posso continuar a viver assim
Temerário de tudo e inseguro e intranquilo e não gosto 
Nada da maneira como tenho levado a vida e tenho que 
Levar a vida para outro extremo e assim vou sair deste 
Anonimato e deste esquecimento e deste beco escuro
E vou sair deste catre e desta latrina e vou conquistar 
Novos horizontes e aí vou sair deste esgoto e desta 
Podridão e vou enfrentar novos fogos e novas vidas e 
Novas forças e vou conhecer outras línguas e outras 
Palavras e outras letras e culturas mais evoluídas e mais 
Progressivas e progressistas do que a minha e o meu 
Negócio é o progresso e a evolução e mudança e 
Metamorfose e revolução e o meu negócio é ampliar as
Bases e criar estruturas e estabilidades para uma vida 
Melhor e um futuro feliz e promissor e descarrego de tudo 
Aquilo que não me traz evolução e desenvolvimento e 
Formação psíquica e moral e progresso e sabedoria e 
Quero derrubar todos os padrões antigos e todos os 
Preconceitos e complexos e tabus e quero derrotar todos 
Os misticismos e todos os fanatismos e superstições e 
Idiotices e momices das filosofias e religiões e cultos e 
Crenças e psicologias e psiquiatrias e parapsicologias
E cibernéticas e das normas e das leis e teorias e estudos
E psicanálises e físicas e químicas e universais e tudo o
Mais que existe na formação do mundo e do universo e 
Quero queimar e destruir todas as causas das loucuras 
E das maluquices e das doideiras e dos estresses e das 
Estafas e neuroses e esquizofrenias e paranoicas e 
Debilidades mentais e nervosismos e desesperos e 
Desgraças e ruínas e destruições e tudo o mais que leva o
Homem e o ser humano em geral à falta de amor e de paz e
À falta de calma e tranquilidade e de segurança e serenidade.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Antes morrer a indispor-me com alguém; RJ, 0200402001; Publicado: BH, 0290102013.

Antes morrer a indispor-me com alguém
E ao malquistar-me imito até Rondon
E "morrer se preciso for matar nunca"
O ódio faz agastar-se o ser e a ira a irritar-se
O ente e jamais vou desistir de ser feliz e 
Abandonar meus sentimentos e emoções e 
Fé e jamais quero abrir mão da alma e
Do espírito e do pensamento ou desabrir-me
Com a inspiração e a imaginação e 
Não procuro desproteger a mente e nem
Desamparar a memória e privar de um 
Abrigo e deixar exposta ao tempo então
A lembrança e nem pensar e desabrigar o 
Cérebro nem ao brincar e tenho o maior
Medo de transformar-me num inconveniente
E entro em pânico se chamarem-me de 
Insolente ou grosseiro ou rude e não sou
Violento nem áspero e nem desabrido e 
Posso passar por insensato e posso passar
Por louco e desabotinado mas sempre
Anseio desabrolhar a razão ou dizer sem
Reserva o que penso ao descerrar as cortinas
Mentais e desprender do peito o coração e 
Desapertar o vestuário e tirar das casas
Os botões a ficar nu a esperar com angústia
O desabotoar da florescência extrema
E desabordar assim a embarcação dos
Preconceitos ao abordar a liberdade ao
Voltar a adquirir autoridade o
Crédito e depreciar o dizer  de asneiras ou
Desacreditar as tolices e desabonar o
Desabocar irreverente e o desaboçar de
Bocas do boçal para que ele perca o 
Hábito e a desacostumar-se de não
Apelar à inteligência e a desabituar-se
A não buscar a sabedoria e matar
Este costume ilógico ou esse desábito de 
Irracional e de despovoar a cabeça e 
Deixar sem habitantes o crânio ao 
Desabitá-lo para o transformar 
Em fóssil de Neandertal.

E não se espera mais nada de mim e nem um grito sequer; RJ, 0180200701980; Publicado: BH, 0290102013.

E não se espera mais nada de mim e nem um grito sequer
E se gritasse mas não consigo gritar e se acordasse mas
Não consigo acordar e não estou a dormir prova de que 
Não é sonho e nem pesadelo e se conseguisse viver mas
Não consigo viver prova de que eu já estou morto e não 
Sei se vou conseguir suicidar-me e morto não morre e o 
Mais que vou fazer é dar trabalho para um montão de 
Gente e vai ser até bom com essa crise de desemprego 
Que assola o país e pode ser que precisem de alguém 
Para o meu enterro mas não vou querer enterro e não vou
Querer ser enterrado e nem queimado e vou querer ficar 
Exposto ao sol e ao vento e ao mundo e aos vermes e aos 
Micróbios e aos bichos e aos homens e aos animais e à 
Chuva e à natureza e aos planetas e às estrelas e às luas
E aos urubus e às feras e à poeira e aos escárnios e aos 
Cuspes e aos vômitos e às fezes e aos catarros e aos 
Puses e às remelas e às melecas e não vou querer ser 
Cremado e vou querer ficar exposto às leis e ao tudo e ao 
Nada e á noite e ao dia e às flores e às velas e aos 
Perfumes e às fragrâncias em geral e assim vou terminar 
Um dia este dia que comecei e há dia que a gente não
Está com saco para nada e hoje por exemplo não estou 
Com nada e acordei de saco cheio e aborrecido e dormi 
Mal durante a noite e acordei com certa dor nos rins e 
Estou a tentar matar o tempo ao escrever estas linhas e 
Não estou a conseguir e há dia que a gente não consegue 
Nada e na hora do café fiquei puto o pão da padaria onde
Compro estava uma verdadeira porcaria e eta pão ruim e 
Nunca comi pão tão ruim em toda a minha vida nem 
Mesmo o que o diabo amassou e vou parar de comprar
Pão naquela padaria e estão a vender a bisnaga a Cr$5,00
E da pior espécie possível e sai um pão feio e azedo e que 
Deixa a gente com azia e empanzinado e já tomei vários 
Copos d'água e parece que o pão ainda não se dissolveu 
No estômago e chega de comer esses pães que o diabo
Não amassou e olha vou contar um negócio e não conta 
Para ninguém não e preciso dessa nova força e preciso 
Renovar as minhas entranhas e o meu organismo e olha
E preciso renovar o meu metabolismo e preciso fortificar
O meu ser e a minha alma e meu espírito entidade e ente.

Não escrevo mais por inspiração; BH, 070702002; Publicado: BH. 0150902010.

Não escrevo mais por inspiração
A poesia acabou e morreu a imaginação e
Não escrevo mais por criatividade e 
Tudo nasce agora como se fosse estereotômico e
Parece a estereotomia e a arte de dividir
E de cortar com rigor os materiais
De construção e é um estereótipo de uma
Anti arte e uma falsa impressão de estereotipia e 
Um falso clichê estereotípico e não existe
Como rotular e não dá para denominar e 
Acabou-se a estereotipagem do classicismo e 
Enterraram a cultura e as belas artes e as
Obras-primas e a mídia não tem mais o
Conceito estereostático e pende só do lado
Da mediocridade e esquece o teor da
Esterostática parte da Física que
Trata do equilíbrio dos corpos sólidos e 
Use esta teoria e quando fizer algo
Idiota faça também algo genial
Para contrabalancear, para equilibrar e 
É impossível viver só de futilidades e 
Inutilidades e vácuos culturais e 
Vamos tirar algo novo do estelo e vamos
Tirar algo de bom para a vida do nosso
Chamado cilindro central igual a
Planta tira o seu sustento da parte
Interna do caule e das raízes e assim
Criar um estema real para a humanidade e 
Colocar uma coroa na cabeça de cada ser humano e 
Uma grinalda de louros tal a dos vencedores e 
Vestir a raça humana com uma nova
Linhagem de árvore genealógica e 
Não gosto mais de escrever como um que
Pratica o estelionato e detesto ser um
Falsificador mas foi assim que a tal
Sociedade me criou e não sou estrelado
De sucesso e não vou ao consumismo em
Que há estrelas e não tenho um comportamento
De ser estelífero e que brilha como as estrelas e 
Sou pobre e apagado e nada estrelante e 
De conhecimento esterno de saber estreito
Morro de estenocardia a angina do peito
Só por pura ignorância e não aprendi
A pensar e acentuou-se a estenocefalia e 
Virei um ser estenocéfalo que por não
Ser pensante tem a cabeça estreita.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Poeta moderno; BH, 01º0302008; Publicado: BH, 01/0902010.

O poeta nos dias de hoje tem que ser
Drástico inusitado caótico e um poeta jamais
Seria um político um padre ou um pastor a 
Não ser que seja um pastor propriamente dito
Pastor de ovelhas com seu cão sua flauta e
A tomar conta do seu rebanho e hoje os que
Mais envergonham a sociedade o povo a nação o
País são políticos padres e pastores e salvo algumas
Raríssimas exceções e por isso procura-se um poeta
E não encontramos e uns são políticos e estão em academias
De letras e outros são padres e outros ainda estão à
Frente de igrejas evangélicas e antigamente poeta
Estava ao lado do povo para lutar pelo povo para o
Povo elucidar e libertar e livrar da ignorância
E da estupidez e para combater a total insensatez
Contra o povo e dar respostas e soluções para
Os anseios do povo e viver das mamatas das mordomias
Tais párias tais parasitas tais répteis como vivem nos
Dias de hoje juízes desembargadores ministros de tribunais
Supremo e superiores não coaduna com a vida do poeta
Um poeta de verdade jamais sugaria um povo como o nosso
Desprovido de tudo e desprivilegiado em tudo porém não
Ingênuo bom lutador honesto e pronto a acreditar
Sempre que a vida vai melhorar só que não sabe
Que a burguesia não deixa e a elite não deixa
E os representantes delas aboletados nos poderes
Legislativo e executivo e judiciário farão de tudo
Para não legar ao povo os direitos humanos e a soberania
E a cidadania e os benefícios e as benesses só servem para
Eles eternos marajás vis corruptos sórdidos corruptores
Sonegadores e prevaricadores poeta tem que ser libertador
Quebrar os grilhões da desigualdade e da exploração
Romper com a injustiça da justiça e pregar a ruptura
Com esse legislativo que só legisla em causa própria
O poeta é a indignação e a vergonha que faltam
Às autoridades aos dirigentes que se escondem em
Carros blindados e atrás de guardas armados enquanto o
Povo segue sem educação sem saúde sem transporte sem
Moradia sem segurança sem justiça e vítima das propagandas
Enganosas e campanhas políticas astronômicas que só resolvem
A vida dos candidatos e pau neles poeta.














quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Livros; BH, 0230202008; Publicado: BH, 0110902010.

Penso que só com os livros e mais livros e quantos forem
Necessários será melhor pois quem tiver acesso a um bom
Livro para ler com certeza não irá assaltar e o leitor
De livros e o ledor inveterado diante de matar ou de
Roubar optará em ler e qual é a causa de tantos
Políticos (vereadores deputados senadores governadores
Ministros prefeitos secretários) é justamente a falta
De leitura preparo dialética poética princípio moral
Ética e lógica e qual é a causa de tantos corruptos corruptores
Corrompidos sonegadores prevaricadores é simplesmente da falta
De um bom livro de acesso e se tivessem o hábito de
Leitura teriam o hábito da boa conduta e do decoro e da
Honestidade e aquela máxima de que um país se constrói
Com homens e livros jamais poderia ter sido desusada e 
Esquecida ou deixada de lado no limbo e homens realmente
Nós já não temos e ainda com o agravante da falta de livros
O país nunca será construído e a atual casta de homens
Públicos e principalmente que existe é a pior que
Já se viu no país e descarados parasitas párias demagogos
Hipócritas sanguessugas faltam até adjetivos para
Enquadrarmos a classe política que nos representa hoje e 
Atualmente Sócrates Platão Aristóteles Sêneca se
Vivessem já teriam morrido de desgosto com a gente
E penso que nos dias de hoje com a tal situação moderna
Eles se revoltem em seus túmulos e nada de novo existe
Debaixo do céu e em cima da terra e na natureza nada se
Cria e nada se perde e tudo se transforma e na literatura
Tudo se compila e na poesia nada se exclui e nem mesmo
Nossa safra de jovens sem perspectivas e sem referências
E sem futuro e a salvação são só os livros e livros e mais
Livros e cultura filosofia e viciá-los na leitura afastá-los das
Drogas e da violência e da religião e da injustiça; só assim
Vem a dignidade moral elevado e amor-próprio e só assim
Se combate a depressão o complexo e a apatia o
Desânimo e a perda de rebeldia e por isso livros e leitura
Sadia e discernimento e saber e entendimento e compreensão
Vinde meninos ao vade mecum livros nas mãos.

RAP do HIP HOP; BH, 090502004; Publicado: BH, 0110902010.


Mano desbloqueia desbloqueia tua mente não é com
Cachaça e nem é com aguardente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente não é com
Maconha e nem com detergente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente não é com
Cocaína usa outro ingrediente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente deixa de ser
Indiferente e passa a ser gente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente faça menos
Por ti e muito mais por tua gente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente não olhe só
Para atrás e passe a olhar para frente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente mostra para
O mundo o que é que tu sentes
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente mantenha-te
Vivo não dês uma de valente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente regue bem o
Teu solo e espalhe boa semente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente uses a ética e
A razão e deixes de lado o solvente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente afastes o lado
Ignorante e deixes livre o inteligente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente não tenhas só
Vergonha de mostrar ao mundo que és diferente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente mantenha-te alerta
Não comenta em tua vida nenhum acidente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente olha o céu azul
Uses teu magnetismo sejas mais influente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente sejas incomum
Fujas da apatia pregues a rebeldia
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente exercites todo
Dia tua poesia de sobrevivente
Mano desbloqueia desbloqueia tua mente.

Fernando Pessoa, Poema do Amigo Aprendiz; BH, 070902010.

Quero ser o teu amigo.
Nem de mais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida  e ficar na tua vida.
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for fora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso
É tão difícil aprender.
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo de acertar nossas distâncias.

Preciso aprender e pôr na minha cabeça; BH, 0280290702001; Publicado: BH, 0110902010.

Preciso aprender e por na Minha cabeça 
Que têm males que vêm para o bem e 
Que ter esperança e paciência é o 
Segredo para superar a angústia da 
Espera e da incerteza e se pudesse
Falar com Deus de espírito para
Espírito e tivesse a certeza de que
Iria ser ouvido e diria para Deus
E abençoe a natureza as árvores e as 
Aves e livra Deus o nosso mundo do
Imundo da  poluição e da destruição e 
Afasta do nosso planeta a devastação e 
Proteja os passarinhos e as crianças e 
As menininhas e os menininhos mas a 
Única coisa que ponho na cabeça é que 
Deus não irá me escutar e a única coisa 
Que aprendo é não acreditar e é achar 
Que não temos mais salvação e morro 
De angústia e de depressão e morro de 
Remorso e de sentimento de culpa e 
Morro de medo e de covardia e por levar 
Uma vida sem sentido e sem razão e morro
Por não atingir a virtude e nem a verdade e 
Nem a libertação e morro por ser o culpado
E fazer parte do pacto da destruição e 
Preciso aprender e por na cabeça e não 
Importa de quem seja que o caminhar da h
Humanidade pode ter uma direção e uma 
Mão sem contra-mão e um bem para 
Acelerar o coração.

Não importa o que quero mesmo; BH, 0300702001; Publicado: BH, 070902010.

Não importa o que quero mesmo
É oportunidade para ler e para 
Escrever e ouvir música no rádio
E contentar-me com o que me faz 
Feliz e penso que quero muita 
Coisa e de vez em quando beber
Algumas cervejas e dormir um
Bom sono reparador e aguardar
O dia em que recuperar o tesão
Para fazer amor com a
Mulher que mora comigo e não
Quero muita coisa não e tenho
Medo de ser chamado de
Ambicioso e a covardia me
Impede de ser orgulhoso e
De ter cobiça e inveja e não importa
O que quero mesmo é imortalizar
Os meus três filhos em poemas e em
Poesias mesmo que não sejam
Obras fenomenais e primas e clássicas
E mesmo que não sejam obras eruditas
E de valor literário e lírico e que
Sejam simplórias e piegas e o que
Quero é imortalizá-los e é deixar os 
Nomes deles Felipe e Lucas
E Yaznayah, gravados para a
Posteridade e quanto ao meu nome
Podem esquecê-lo e peço que meu
Nome seja varrido do mapa e
Apagado da história e peço que
Meu nome não seja gravado nem
Na lápide onde meu corpo apodrecer.