segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Dedicarei esta obra-prima da desqualificação; BH, S;D.

Dedicarei esta obra-prima da desqualificação,
Esta obra de arte da adjetivação negativa, 
Esta bela arte da literatura de detrito de maré
Baixa, ao usurpador, golpista, propineiro, que 
Todos teimam em chamar de presidente e de
Governo, como se fosse normal, o corrupto, 
Corruptor e corrompido michel temer; 
E dedicarei esta elegia mórbida ao poder 
Executivo, ao poder legislativo e ao poder 
Mais prejudicial à nação trabalhadora 
Brasileira, a maçã podre da nossa sociedade,
O judiciário; não me cansarei de atacar essa
Cleptocracia, combater a plutocracia, não 
Desistirei de agredir aos assassinos da 
Democracia, à elite fedorenta, à burguesia
Insuportável, imprestável, causadores de 
Danos e de ônus reais, ao povo trabalhador
Brasileiro, ao Brasil, à pátria amada grande.  

Pirilampos a pirilampar e vaga-lumes a vaga-lumear; BH, 0300702017.

Pirilampos a pirilampar e vaga-lumes a vaga-lumear,
Grilos a grilar e morcegos a morcegar, sapos a 
Sapear e mariposas a mariposar e besouros a 
Besourar, bruxas a bruxear e assombrações a 
Assombrar, aparições a aparecer e cigarras a 
Cigarrear, sacis-pereres a sacizar e a pererear, 
Lagartas de fogo a a lagartear e a foguear, 
Gameleiras a gameleirar e ventos a ventar, peneiras
A peneirar e pilões a pilar, penicos a penicar e 
Discos voadores a discar e a voar, meninos e 
Meninas a meninar, fogueiras a foguear e quentões 
A quentar, orvalhos a orvalhar e neblinas a neblinar,
Brisas a brisar e serenos a serenar, poeiras a 
Poeirar e ciscos a ciscar, palhar a palhar e gravetos
A gravetar, passarinhos a passarinhar e borboletas  
A borboletar, joaninhas a joaninhar e abelhas a 
Abelhar, calangos a calanguear e lagartixas a 
Lagartixar, taruiras a taruirar e maribondos a 
Naribondar, pomares a pomarear e curiós a 
Curiorar, azulões a azular e pintassilgos a 
Pintassilgar, sofreus a sofrear e coleiros a coleirar,
Cachoeiras a cachoeirar e lajedos a lajedear,
Cacimbas a cacimbar e ribeirões a ribeirar, 
Regatos a regatar e riachos a riachar, corregos
A corregar e rios a riar, pinguelas a pinguelar e 
Pontilhões a pontilhar, pontes a pontear e barros
A barrear, casebres a casebrar e caminhos a 
Caminhar, estradas a estradar e terras a terrear,
Areias a areiar e encostas a encostar, veredas a
Veredar e verdes a verdear, queimadas a 
Queimadar e ecossistemas a ecossistemar,
Cinzas a cinzar e fumaças a fumaçar, lágrimas a 
Lagrimar e desertos a desertear, chuvas a 
Chuvar e povo nômade a nomadear e a 
Nunca mais voltar para o seu lugar de nascença.

domingo, 20 de agosto de 2017

Gustave Flaubert; BH, 060402001; Publicado: BH, 0201202013.


Não, não escrevo igual e nem a metade
Do que escreve Gustave Flaubert;
Não cresci entre todas as misérias humanas,
Não fui tomado de entusiasmo e encantamento,
Pela poesia, pelas reconstituições históricas,
Romances; e nem jamais apaixonei-me
Por mulher alguma, muito menos por
Uma casada e de nome Elisa e de 15
Anos mais velha do que eu; Flaubert
Não, não estou à altura de Gustave,
Não sou um fenômeno universal
E nem uma celebridade da humanidade;
Ele ainda teve o digitalismo e a 
Ação produzida pela digital e por 
Seus princípios, teve a digitalina,
A substância orgânica glicosida,
Extraída da Digitalis Purpurea, usada
Como medicamento; e teve o uso
Da planta medicinal da família
Das escrofulariáceas; e eu, cujos dedos
Não sabem nem segurar a pena
E eu, que não hei de deixar
Nenhuma obra à altura da grandeza
Da humanidade e que não sirvo
Nem de aparelho para cocção de certas
Substâncias, não sou digestivo;
E nem tenho órgão digestor e só faço
Trabalho digesto, com coleção das decisões
Do Direito Romano; e com compilação
Coordenada, ou desordenada de 
Regras, decisões, ou prescrições nobres;
Qualquer assunto, especialmente sobre 
Matéria jurídica; sou um alimento
Não digerido no estômago de um velho,
A causar-lhe dores, ânsias e prisão de ventre;
Sou uma má digestão, não a facilito
E nasci sem o aparelho, o conjunto de 
Órgãos que a faz: não e conheço a
Transformação dos alimentos em assimiláveis
Nutrientes de maturação e estudo reflexivo,
Como os que nos apresentou Gustave Flaubert.

Não consigo sobreviver à toda arengada; BH, 020702000; Publicado: BH, 0201202013.

Não consigo sobreviver à toda arengada,
Que a vizinhança fala de mim;
É muita arenga para a minha pouca figura,
Conversa longa demais para o meu pouco tempo;
E aquele que faz discurso em público,
A chamar-me perante a sociedade,
É o pior arengador que existe no meio;
Pior do que lavadeira e do que prostituta,
Com minhas desculpas às prostitutas e à lavadeiras;
Nada se tem para falar a meu respeito,
Pois a minha vida é um arem, um que 
Denota areia; um arenícola, deserto, já que 
Sou uma pessoa que vive em terreno arenoso,
Meu vaso sanguíneo é arenífero, contém
E leva areia e não sangue arterial;
Minha sombra é ariforme e de nada me 
Vale agora, arensar de desespero, soltar a 
Voz como um cisne negro, banido do 
Próprio meio, por não carregar a beleza única;
Chorei, então, no canteiro do jardim, na 
Pequena cavidade que a mulher
Traz entre as pernas; nos círculos pigmentados
Em redor dos bicos dos seios; como se fosse 
Um círculo que rodeia a Lua, ou
Um círculo avermelhado em volta de 
Um ponto inflamatório no corpo; 
Mas não a auréola da cabeça do santo,
O anjo aureolado, que ao areolar não resolve
O problema do mortal, que não é aureolado;
E que sofre o cálculo da densidade
Dos líquidos empregados nos areômetros; e 
Tipo a areometria indefinida e ilógica,
Que o mais areométrico dos adjetivos,
Não conseguirá pôr uma definição concreta;
Devido a fuga do aeropagita, do tribunal
Que não conhece a arte que se ocupa
Do ataque e da defesa das praças de 
Guerra, com o conhecimento da aerotectônica,
Que é esconde rnas moitas da arequeira;
Até a chegada do aresteiro, jurisconsulto
Que alega arestos, a fundar-se casos
Julgados como um eczema, ou tumor
Nos pés das cavalgaduras, um arestim crônico,
Que não tem a revogação em aresto,
Como um caso julgado; uma decisão judicial,
Um acordão entre a carne e o germe que
Mantém o estado arestoso, que têm arestas,
Tal um linho áspero, arestudo e grosseiro;
Que falta a parte da Ética que trata das
Virtudes, a aretologia que nos torna
Hesitantes, embaraçados, atrapalhados e
Inibidos e impedidos de sermos aretológicos; e
Possuirmos um discípulo que não seja ateu,
E sim algo que exprima ideia de aumento,
Fogaréu capaz de seduzir Prometeu,
Povaréu capaz de derrubar um governo,
Fumareu capaz de fazer perder um avião,
Um aréu de povo, de fogo e de fumaça; e o
Que navega sem saber numa arfada,
Singra na arfadura do mar,
Surfa na arfagem, no balanço
Do navio, que arfa; e na ondulação,
A palpitação, como se fosse o
Movimento do nariz e cauda do avião, para a
Manutenção de estabilidade longitudinal, com
O vento arfante da morte, o sopro gélido que arfa
Na respiração ofegante, o último vibrar palpitante.

Desde menino sou chamado de carneiro; BH, 020702000; Publicado: BH, 0201202013.

Desde menino sou chamado de carneiro,
Um argali da Sibéria, que todo argamandel,
O pastor trapalhão, quer oferecer aos deuses,
Como uma oferenda de qualidade,
Depois que é construído o altar pelo
Argamassador, que faz e aplica a
Argamassa, para embelezar o altar;
No lugar de me sacrificar, matam o
Arganaz, espécie de rato silvestre,
Sacrificado para um homem muito alto;
E que só sabe chiar e guinchar, sem passar
Do rés-do-chão de poesia e lama,
Preso por milanos num arganel, o círculo
Metálico como o do astrolábio; a argola da 
Âncora, em que se prendem as cordas da 
Artilharia, o arganéu do inferno de Cérbero;
Por onde fujo desesperadamente? pelo 
Argau, o tubo de folha, ou de cana, para 
Extrair líquidos das vasilhas e valas;
E por onde cavalo argel, cujos pés de trás
São brancos, fogem da argemone, a 
Úlcera arredondada e superficial;
Da córnea, como o gênero de plantas
Da família das Papaveráceas, na Botânica;
O couro lavrado e prateado, de que se 
Fazem bolsas, o argempel, que me deixa
De orgulho argentado e espírito prateado;
Na alma um luar argentador, cuja luz,
É a do sol e assim mesmo nos argenta;
Tal liga de cobre, níquel e estanho, 
Argentão que nos faz tornar da cor da 
Prata; e que nos faz pratear, argentear
À noite e argentar na madrugada,
Quando a lua no seu esplendor,
Nos transforma em guarnição, ou baixela,
Argentaria de prata de qualidade; e 
Do latim argentu, do elemento de 
Composição de prata, o argentífero
Argenti que contém folhas prateadas,
Argentifólio da planta; e sulfureto
Natural dos mais ricos minérios de 
Que se extrai industrialmente a argentita;
A procura o aristocratismo do povo,
As maneiras, as tendências e os 
Verdadeiros princípios de aristocrata,
Que só um povo soberano sabe enveredar,
Por um caminho aristo e nobre;
Que espanta e cura toda a aristimia,
A dermatose pluriginosa, aristiforme, arista, 
O ariste, a ponta filiforme, ou cerda; a 
Pragana que faz ariscar, tornar o espírito
Arisco, espantar as assombrações e assustar
Os fantasmas da aririe e da aricuri; e a palmeira
De cocos Coronata Mart, também chamada
Alicuri, auricuri, uricuri, nicuri, ariri e eu sou eu,
E aricuri todo mundo sabe que é até o aricobó;
Indígena da tribo dos Aricoboés, de Goiás; a
Ariranha nadadeira, mamífero da família dos
Mustelídeos, semelhante à lontra, que na
Voz canta ao regongar ao luar argento.

Sabeis que na minha ignorância; BH, 080702000; Publicado: BH, 0201202013

.
Sabeis que na minha ignorância,
Só sei regongar, como uma ariranha, o mamífero
Da família dos Mustelídeos, semelhante à lontra;
Pois não sou iluminado, não sou espirituoso
E nem tenho alguém para acender, pelo menos
Um toco de vela por minha alma; e é por isto que
Vivo na eterna treva que habita o meu ser;
Sabeis que na minha formação, sou menor que
A ariramba, a denominação genérica das aves
Ribeirinhas da família dos Alcedinídeos e
Muito menor que o ariqueme, o indígena da
Tribo dos Ariquemes, do Rio Jamari, afluente do
Rio Madeira; e que não tenho em mim o
Aripo, o ato e o trabalho de aripar, não sou
O aripeiro mestre, que descobre as pérolas
No meio da lama e das areias dos mares;
Por mais que queira aparentar uma ária,
De sentimento patético e profundo, no fundo, não
Mantenho o espírito arioso e em mim, nada
Passa de um ariolomântico; a chegar ao
Ponto de não passar de uma pessoa que se 
Dedica à ariolomância; o ariolomante que 
Não perde a arte de adivinhar por meio de 
Ídolos, mesmos os ídolos pagãos e que não se 
Encontram relacionados no santuário dos deuses; e 
Tenho-me como um aríolo, um adivinho cigano,
Feiticeiro de magia negra, um haríolo
Que desenvolveu as mais mórbidas práticas,
De cultivo da ignorância e da hipocrisia;
Não tenho o valor nem de um ário, o sufixo,
Que vem do latim ariu e que é formador de
Substantivos que indicam lugar; lugar continente,
Tal o armário de vestiário, ou o santuário,
Que se transforma no aviário das ave-marias;
A coleção de vocabulários, agentes mandatários,
Incendiários e lançadores de coquetéis molotoves;
No estado que resulta de uma ação e de 
Adjetivos designativos de relação do homem 
Solitário, não voluntário e perdido rodoviário,
Tal o ariocó, o peixe da família dos Lutjanídeos;
Como o arinque náutico, o cabo com um chicote
Preso à boia e outro à âncora para lhe indicar
A posição que deve ser tomada pela humanidade,
Quero ver o arino; quero ver o arinó, indígena da
Família dos Arinos, ou dos Arinós, das cabeceiras do
Rio Arinos; e também quero ver o ariná, o meu
Indígena da tribo dos Arinás, do Rio Negro e não posso
É ficar sem saber o que foi feito dos meus irmãos, tenho
Que deixar de ser o arimbá, o boião de barro vidrado
Que se perde como a arimaru, a planta da família das
Loganiáceas e o arilado ariini, indígena da tribo dos
Ariinis, do Rio Negro, também chamados Arainis, ou
Airinii; e cujo espírito arietino, relativo, ou pertencente
A ariete, o carneiro domado que marcou a arieta da 
Extinção da espécie, a dizimação e o extermínio, como
O aricar, o arar superficialmente, para tirar ervas daninhas
Como se nossos índios fossem essas ervas daninhas, ou
Moedas de cobre que corriam em Damão, um aricá sem
Valor, sem cultura e sem amor-próprio; ouçamos então a
Aria do sufixo latino da gritaria, o silêncio da livraria, o
Galope da cavalaria, os tiros da infantaria libertadora. 

Nada tenho em mim de argento e de prata; BH, 090702000; Publicado: BH, 0101202013.



Nada tenho em mim de argento e de prata,
De salso e de poético igual ao mar;
Nunca fui elemento de composição de nada,
De argentil e de argentômetro, como o aparelho
Destinado a avaliar a dose de sal e de 
Prata em uma solução; não sou a solução
E nem solução para a humanidade,
Não tenho humanidade; não sou espirituoso
E não encontro quem queira acender-me vela
Para a minha alma e é por isto que até
Hoje não consegui fugir das trevas;
A minha argileira mental é ruim,
O lugar de onde se extrai a minha argila intelectual,
O meu barreiro está cheio de sanguessugas;
E não tenho o poder de criação do moleiro,
Não conheço o "argili", do latim "argilla", o argilo,
O meu composto argilífero não foi aceito por Deus,
Que não me faz à sua imagem, e nem soprou nas 
Minhas narinas; e minha poesia argiliforme, e meu 
Poema argilóide não encontraram lugar nos salões
Da aristocracia, da burguesia, e da elite;
Toda letra que tracei no grego "argilo"
Não criou raiz na terra, não vingou,
E a argilofagia da minhoca, e do verme,
Criou mais do que o meu hábito de comer terra;
Não gerei flores alva, prateadas como os argirâtemos,
E sim espinhos, e arginíase, a intoxicação
Ocasionada pelo uso de sais de prata;
Leguei a todos o argirismo, e escureci
Ao mundo o argírico de prata pura; e 
Nada tenho por extensão, nem dinheiro, ou
O "argiro" do grego "arguro", e só espero
Morrer um dia com a cabeleira argirócoma; e
Branca como um cometa, saem o amparo do sol, e 
Da classe dos argirocratas; sem a influência 
Predominadora do dinheiro, da riqueza, do 
Putrefato governo exercido pelos fétidos ricos;
Só com o argirócomo do espírito brando, e
Com o desprezo de Diógenes pela argirocracia ,
Pela plutocracia do ricaço argentário,
E tudo mais que faz parte da podridão da sociedade;
E o meu povo, então, viverá como um ser
Que tem folhas brancas como a prata;
O argirofilo da lua, a deixar de lado
O espírito de Tartufo, prategido pelo
Proteinato de prata de propriedades antissépticas,
O argirol, do argivo grego; habitante, ou natural
De Argos, antiga cidade do Peloponeso,
Onde todo conhecimento, e cultura são 
despertados por pancadas de argolas, aldravas;
Como uma poarta onde se bate, e é aberta
Para a sabedoria, o saber argolado,
Protegido por anel, com as pedras, ou sem elas;
Interiço, e grosso como um escudo com o 
Devido monograma no argolão;
Quisera ser eu o argoleiro, o fabricante, 
Ou o vendedor dessas argolas do passado;
Mas sou só uma argolinha, só um 
Jogo popular, uma massa que se faz sopa,
Um biscoito pequeno com jeito de argola;
Isto é tudo que consegui ser,
Aparento atrevido, e valentão,
Aparento irritadiço, e argoneço, e 
No fundo sou covarde, e medroso;
Nada tenho de histórico, e argonáutico,
Não sei arguciar, usar de argúcia, e
Sou só um vergonhoso ser não argucioso;
O que se serve, e o que se encerra em mim,
É a moita de argueireiro, que me
Mete argueiros minuciosos, e
Traiçoeiros, sutilizados, e arguentes,
Que arguem, e argumentam o arguidor
Da imaginação, o que me argui na hora fatal,
O acuzador do juízo final, e que condena à
Fogueira a minha sobra carnal. 

A necessidade de escrever é diarista; BH, 070402001; Publicado: BH, 0501202013.

A necessidade de escrever é diarista,
Só que não ganho, como o trabalhador,
Que ganha por dia de trabalho; e o 
Livro que quero, não é o livro comercial,
De uso obrigatório, para registro, em ordem
Cronológica, de todas as transações duma empresa,
O livro que pretendo não é esse; não
É igual ao jornal que se pulica todos os dias
E nem relação do que se faz, ou sucede
Cada dia, como um diário que se faz,
Ou sucede todos os dias, a anotar o cotidiano;
É uma necessidade maior do que tudo isso,
Não tem receita, ou despesa diária e nem 
O salário pago por dia de trabalho, tal o 
Preço cobrado por dia nos hotéis e os demais
Estabelecimentos congêneres; é uma necessidade
Que a própria razão não explica, que não
Aparece no dispositivo e nem na fotografia 
Positiva, em vidro, ou filme montado em
Pequeno caixilho, de papelão, alumínio, ou
Outro material para projeção fixa; e neste
Estado comparativo, neste tom, neste nível
De pequeno instrumento que dá um tom
Determinado e serve para afinação dos
Instrumentos musicais; e nesta extensão
De escala de voz, neste diapasão, só
Acontece porque sou espírito, sou alma,
Sou assombração; sou fantasma, ectoplasma,
Silhueta, sombra e penumbra; sou vulto,
Éter, sou ar, pó e poeira, molécula e átomo;
A diferença é que sou materializado,
O dianteiro, o que está e vai adiante,
Em primeiro lugar, na frente da vida,
Do tempo, ou da morte, o ponto mais do
Que avançado, a vanguarda dianteira,
A esteira de constelação de estrelas; o
Diante do cardume dos peixes, o na
Parte anteiro, na ponta do caule, na
Parte onde o diandro, a flor que tem
Dois estames, balança ao sabor da brisa. 

Nunca não tive um sonho constituído e não nunca soube; BH, 01º01202000; Publicado: BH, 0301202013.

Nunca tive um sonho constituído e não nunca soube
Constituir um sonho; sou um oco composto de vácuo e
Formado de nada: diz-se de mim o que bem quiseres;
Não tenho poder que decorre de constituição, meu
Organismo é falho e o metabolismo que compõe-me
Não constitui o um todo, uma parte constituinte,
Apodreceu; e a assembleia que formula a fórmula,
Reformula e vota como se composse um estado, uma
Molécula, um parlamentar que integra a constituição 
E a pessoa em relação a seu representante, ou a seu
Procurador, o ser e o fundamento; a base e o 
Pensamento, escrevo por tormento, sem organizar,
Sem estabelecer regra, formar versos, dar procuração,
Nomear flores, eleger amores: colocar-me em determinada
Posição; arrogar-me qualidade em sonho constitutivo,
Acordar, chorar, morrer, aonde andará meu ser? longe
De mim? na inexistência? no constrangedor? me
Responda, constrange-me; venha constranger a
Mentira, tolher os movimentos de meu ego, apertar o
Meu pescoço, violentar meu corpo; libertar as
Entranhas e obrigar pela força a alma a abandonar
Corpo tão morto e podre; venha coagir meu espírito
Trevado e frio, conter a euforia da minha felicidade:
Não mereço-a, coibir o riso  na minha face, abomino,
Causa-me constrangimento a alegria e não sinto
Acanhamento pela violência; o azul do céu é a
Minha constrição, pressão em volta da medula, para
Diminuir o diâmetro de uma coisa dentro de mim; o
Aperto da luz, é demais constringente viver assim, é
Constritor para o meu tamanho, pequeno e mesquinho;
Um grão de areia que quer constringir a visão, apertar
A vista que encobre o universo; volta, não venha 
Contrair o azul do céu, não seja jamais constritivo no 
Voo do pássaro, deixa a flor na terra, não a constranja
Ao colocá-la num vaso; ao derrubar a construção da 
Natureza, o ato, o efeito, o modo de construir, a 
Edificação do caule, da haste, o edifício da pétala; que
Falta faz o construir o poder, o formar o poder, o fazer
O poder, não o poder do homem, o poder de organizar
O fim da dor; de dar estrutura à fé, de edificar a paixão,
De dispor as palavras segundo as regras da sintaxe, do
Pensamento construtivo, da frase que serve para
Mostrar a pessoa que tem espírito de realização; e que
Contribui para uma obra de cura, de sarar, de sanar e
De agradecer ao construtor, de dar graças àquele que
Constrói um corpo sadio; um físico curado, graças à
Consubstanciação, à união de dois, ou mais corpos na
Mesma substância; e a de glorificar a presença de Cristo
Na Eucaristia, segundo a religião católica continental,
Como um cumprimento militar; capacidade de superar as
Lágrimas, de impedir a extensão da depressão e a
Moderação sexual; toda a castidade, continência e total
Abstenção de prazeres sensuais, a libido que não está
Junto; o gozo que não está próximo, o sexo que não
Está contíguo e manter a contiguidade, o estado e a
Situação contigo, em tua companhia, é a garantia da vida
De ti para ti, da saúde dirigida a ti e do comportamento
Resolvido por ti, no encadeamento, na ligação entre as
Partes, na contextura e na composição da poética, no
Argumento do poema; no contexto das ideias de um
Escrito, no conteúdo de uma poesia, no assunto que
Está contido nas coisas: no sonho comprovativo, no
Concorde em depoimento do sono e no conteste da
Razão, o nexo contestado, o ser contestável que não
Sabe responder, discutir, entrar em litígio e não negar
A verdade, opor, confirmar a palavra chave; provar com
O testemunho de outrem, que vale contestar a irracionalidade;
Passar por contestante das normas comuns, passar por
Contestador, por intuição, o que contesta o óbvio, o ululante
Do que é da mesma terra, conterrâneo que está incluído na
Esperança; que não quer controlar o destino, só dominar o
Medo, moderar a tremedeira, reprimir a insegurança, conter,
E encerrar em si para compreender. 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sonhei que não era aquilo que serve para conservar; BH, 02901102000; Publicado: BH, 0301202013.


Sonhei que não era aquilo que serve para conservar,  
Que num estabelecimento, já destinado ao ensino
Musical, meu sonho não se tornou real; e dormi no 
Conservatório, por causa da consideração, que deuses
E espíritos tiveram por mim, apesar de nunca aprender   
A considerar, de nunca mostrar respeito; e a importância
Que se dá a um sonho, a alguém, ou a alguma coisa e
Perdi a reflexão, a atenção e nesta exposição, não a
Fundamentada e neste escrito arrazoado, tento encontrar
Cada uma das considerações, ou fundamentos que servem
De introdução às leis, decretos, princípios, a considerar a
Razão e o básico do fundamento; até tentei examinar
Devidamente, analisar o pensamento que perdeu o
Pensamento; imaginar o espírito que perdeu o espírito e
Ponderar a alma que perdeu a alma e pensar a mente
Que esqueceu de pensar e de ter apreço pela memória,
Que passa a ser de opinião e a reputar para si o
Julgamento universal; supor-se ainda com vida suficiente,
Julgar-se ainda apto a sonhar em vida feliz, considerável
Oportunidade de integralização; notável perspectiva de
Seguir adiante do caminho e encontrar importante
Estrada e universo muito grande, maior do que o
Universo que entrega almas em consignação; entrega
Vidas a consignar tal mercadoria para revenda, sem
Depósito judicial, de coisa devida, com efeito da
Extinção da obrigação da salvação; e passar em folha
O desconto de importância relativa ao pagamento de
Certas dívidas, nas quais é incluída na folha de Caronte,
O funcionário público recebedor, para não deixar Cérbero
Enviar devedor, alguém que negocie as almas e a 
Determinar renda de dívida; dedicar o sangue fresco,
Consagrar o consignatário chefe, registrar aquele a quem
Se consignam os seres; assinar o que recebe em consignação
E o que se pode, ou se deve o consignável e consigo então,
Se não for em minha, em tua companhia, o amor de si para si,
Dirigido a si, consigo, com o senhor, que tem a consistência,
Tem o estado, tem a qualidade; tu que és consistente, tens a
Estabilidade e a firmeza, a perseverança, que consiste o ente
Sólido, o ser espesso, o ser essencialmente constituído por
Inteligência futura; a resumir por viver e não por ter objeto, 
Por consistir consistório, a assembleia, de cardeais presidida
Pelo Papa que Memet Ali Agca disse que era enviado de satanás,
Mesmo depois que o Papa o perdoou da tentativa de assassinato;
Na via dos cadáveres esquecidos, iguais banquetes de famílias na
Noite de Natal, um mendigo, não faço minha pequena refeição,
Consoada em dia de jejum: e tudo segundo a norma da elite;
Tudo conforme a burguesia fede e na letra que exprime esse som
De emissão de voz, representada no alfabeto, que só forma
Uma sílaba quando se junta a uma vogal, que tem consonância
E fazer rimar entre si consoante, soar juntamente na dos que
Não têm; consoar confrade, em relação ao outro sócio da dor
Inexata, o consócio inexistente, a consolação ausente; a
Falta de conforto, a procura do alívio, o consolar o feto que
Está fora do útero; pôr o bico do seio consolador na boca do
Feto apodrecido, ainda esquecido na porta do hospital, na
Caixa de sapato, enquanto a lágrima consola a mãe; a dor
Do parto faz aliviar a aflição e o sofrimento, confortar o leite
Derramado do peito; reanimar a placenta já resfriada, dar
Fim aos próprios sofrimentos e ainda conformar na perda,
Satisfazer-se com o resto consolatório, o olho que pode
Ser consolado; o olhar que adora o azul do céu, do
Firmamento consolável: deploro código de leis, abomino
Reunião de inúteis; detesto fusão de várias empresas em
Uma só, usar terreno para cemitério, o ato de aumentar
As tais consistências materiais; consolidar o ter tudo na
Consolidação do não ser nada, nem título de dívida
Pública que se consolidou, nem o tudo do prazer carnal,
Do orgasmo físico enfim, consolidado.

O azul que vejo é consolidador e sei que existe; BH, 03001102000 Publicado: BH, 0301202013.



O azul que vejo é consolidador e sei que existe,  
Por isso consolida-se no fundo da minha retina;
A cor real consolidante, que quanto mais olho, 
Mais firma-se em mim; mais sinto fazer-se sólido
Em meu olhar, o azul do firmamento, a consolidar,
Tornar a cor mais fundada, mais permanente, 
Mais ativa do que dívida pública; que não venha
Agora o homem reunir leis segundo determinada
Ordem, ou sistema e acinzentar assim este azul
Do céu; quero-o cada vez mais sólido, quero-o
Cada vez mais estável, quero-o por consolo nos
Meus dias de tempestade; e ser realista, tanto
Quanto o comportamento consonantal, às letras
Consonantes; e tanto quanto à transformação
De semivogal em consoante, na consonantização,
No casar-se para formar pensamentos ressuscitados;
No combinar-se pra relembrar os nossos restos
Esquecidos, associar-se para criar na imaginação; e
Consociar para na inspiração, mesmo quando não
Houver casamento, mesmo quando não houver
Associação, ou um consórcio, deixemos algo de
Impressão escrita; deixemos o consorte feliz, o 
Ideal que tem sorte, ou estado comum com a 
Ideia; o cônjuge conspícuo, que age sério na 
Conspiração, que é bem mais respeitável ao
Conspirar; notável com o que conspira e chega
A ser chamado de ilustre conspirador; que dá
Na vista ao conspirar, que chama a atenção ao
Concorrer para certo fim; ao tramar contra alguém,
Contra o poder público numa conspirata, basta 
Para sobreviver, basta com o conspirativo, toda
Maracutaia da conspurcação; corromper-se e 
Corromper, aviltar-se e aviltar, conspurcar-se e 
Conspurcar e a conspurcável perseverança, o 
Constante do erário, que pensa que pode ser 
Conspurcado com constância; meu Deus, até 
Quando Divino Espírito Santo, pelo que me 
Consta, não parará tão cedo, não, nunca; e
Nosso Senhor Jesus Cristo, será que faz parte
Da raça política brasileira, eternamente, se
Locupletar do que pertence ao povo? será
Sempre inalterável, sempre imutável? incessante
E cada político já tem o seu valor fixo; ou é
Dezinho, quinzinho, ou vintinho, não importa a
Quantidade matemática de valor invariável; o
Que dói é a constatação, o constatar que a
Nação, não sabe constituir-se por si só; e não
Sabe ser formada e mostrar o que está 
Escrito no livro da vida;o errado passar por 
Certo, a notícia ruim circular mais do que a 
Boa, constar ainda que dizer a verdade, é 
Verificar e estabelecer com exatidão e
Comprovar que a mentira, tira da constelação,
Do agrupamento de estrelas, mesmo segundo
Os astrônomos, para facilitar os estudos do céu
E orná-lo de objetos brilhantes como estrelas;
Constelar sem consternação, com o fim da
Tristeza, com o fim da dor, do horrorizar-se
Ao consternar-se o causar grande aflição à
Humanidade; desalentar por não encontrar a
Solução, comover-se por não achar a resposta
No palheiro e ainda sofrer com prisão de ventre;
Constipação de resfriado e ao ser atacado, ao
Causar decepção, ao constipar o coração, acordar
Do sonho mortal para a realidade constitucional,
Pelo que é regulado por um regime político real,
Inerente ao próprio indivíduo; a constitucionalidade
Conforme com a grandeza e a soberania da nação,
Do povo partidário do constitucionalismo e defendido
Com unhas, e dentes pelo constitucionalista; o 
Jurista especializado em Direito Constitucional, na lei
Básica que estabelece o regime político e social de 
Um estado; organização e modo de formar, natureza
Particular e sem compleição física: só constitucionalizar,
Prevalecer soberana a constituição, o poder constituído,
Para construir, composto, formado do povo, para o povo
E pelo povo.

Tenho os ossos em diastrofia; BH, 060402001; Publicado: BH, 0601202013.

Tenho os ossos em diastrofia,
Em luxação de ossos, vivo com todos
Os deslocamentos de músculos; e na 
Diástole, no movimento do coração e 
Das artérias, faço como se fosse a deslocação,
Do acento tônico das palavras para a 
Sílaba seguinte, com a frieza do
Diastema, o espaço sem dentes
Nas mandíbulas dos mamíferos;
E na separação de músculos, no
Afastamento de dois ossos contíguos,
Pego a diástase, o conjunto de 
Fermentos solúveis retirados da 
Cevada geminada que não
Aceitam a diáspora européia, a
Dispersão de povos por motivos
Políticos e religiosos, por perseguição
De grupos dominadores intolerantes e 
Vanglorio-me, ufano-me de mim,
Por não assistir a diascopia da televisão
Que mata a observação da projeção de 
Objetos transparentes em dispositivos ou
Diafilmes, a dar-nos um programa dianético
Totalmente relativo à diarreia, como se 
Todo indivíduo fosse o que padece de 
Diarreia, de evacuação de ventre
Líquida e frequente disenteria 
Que acha que todo telespectador
Padece de burrice de falta de qualquer
Inteligência e capacidade mental
De saber que da televisão não
Levaremos nada para a nossa
Formação intelectual moral
E qualquer outra que a
Humanidade faça jus por
Direito ou mesmo por natureza
Tenho os ossos molhados de
Cerveja e cachaça da boa.