segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Diz todas as coisas que tem vontade de dizer; BH, 0150702017.

Diz todas as coisas que tem vontade de dizer,
Porém, não feles demais, pois, quem fala 
demais dá bom-dia a cavalo e nem pense 
Muito não, de pensar morreu um burro; a 
Vaca vai para o brejo, o boi para o matadouro
E o porco ao sangradouro e o homem vai sem
Destino, segue o vento com o sol nas costas e 
A lua na cabeça e sempre a reclamar do azar 
E da sorte da vida e da morte e nunca satisfeito
Com o sul ou com o norte; a porca torce o 
Rabo, a cobra vai fumar, a pua vai sentar e o 
Novelo de linha do universo não se 
Desembaraçará e nem abrirá passagem no 
Túnel do tempo perdido nos caminhos suados
E nas estradas ensanguentadas da imprudência,
Na insensatez que ceifa vidas vidas preciosas e
Inocentes; e na corda bamba, de pinguela em
Pinguela, a jogar pinga na goela, a saltar cancela,
A luz amarela é a luz da vela; canta todas as 
Canções que tem vontade de cantar, o pássaro
Canta sem saber que canta e sem reconhecer
Notas musicais; e agora, pupilo, noviço, carola,
Novato, vem o mais difícil e o mais árduo de 
Se fazer, já quase septuagenário, umas das 
Últimas tarefas dos teus trabalhos, a nova 
Ordem mundial, é amar, se és capaz de amar,
Aqui termina este parecer ornamental.

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