terça-feira, 1 de agosto de 2017

Tenho a barriga grande de barriga d'água; BH, 040802000; Publicado: BH, 070102014.


Tenho a barriga grande de barriga d'água,
A ascite que é muito comum lá de onde vim, nordeste de 
Minas Gerais; distante do barriga-verde, catarinense, sou
Barrigudo, pois sou todo ao contrário da mídia;
A mídia quer bem barbeado e escanhoado,
Sou barbudo; quer gente de cabelo bem arrumado,
Sou careca e a mídia quer homem magro,
Sarado, elegante, sou gordo, desmazelado,
Deselegante; na mídia só serve o bonito,
Sou feio, corcunda, míope e tudo que a mídia
Apresenta e exige, comporto totalmente ao
Contrário; e até a mulher hoje, tem medo de
Ficar barriguda, grávida, não quer mais ser
Mãe, para não sair da moda, não fugir às
Regras e aos padrões da mídia; pura vaidade, gostaria
De ver mais o meio para a variedade de
Seringueira e de palmeira e para o
Peixe da família dos ciprinodontídeos e
Dos rivulídeos, o barrigudinho, que te garanto,
Que não está na mídia e nem faz barulhada
Para estar, não faz algazarra e nem grande barulho;
Como a maioria que faz barulheira, que só
Faz barulho e promove desordem, com grupo
Barulhento, sem música, sem poesia, sem poema,
Sem mensagem, sem informação, sem cultura;
E com emissão intensa e confusa de sons, qualquer
Estrondo e ruído vira sucesso, vendagem de milhões
De cds, tumulto e briga de fãs, corrida insana ao
Comprar tudo que diz respeito ao que a mídia
Lança no mercado, porcaria, sem qualidade,
Qualidade suspeita, sem basalto, a participação
Das rochas escuras e de granulações finas, muito
Usadas em construção; e de carreiros e não de seres
Basbaques, pessoas que se espantam à toa, palermas,
É necessário batear muito, lavar o cascalho
Desse garimpo, como se fosse uma bateia; criar
Um bate-boca, exigir melhorias numa discussão,
Cobrar direito à qualidade numa altercação;
Não é só de bate-bola que se vive o povão, não
É só de bate-coxa, baile, treino de pelada, de
Que se vive a nação; não é só de batata-inglesa,
Variedade muito consumida, do tipo Solanum tuberosum,
De que é feita a refeição; tem muito produto batavo,
Natural da Batávia, na Holanda, que serve para 
A nossa nutrição, a impedir que a batedeira,
Doença que ataca os porcos, cause a nossa extinção;
E no aparelho elétrico usado para bater líquidos, ou
Massas, servi para fazer o pão; tirar de cena o que bate,
O explorador que abate e que percorre o campo para
Levantar a caça; o militar que precede de motocicleta
Desfile, ou carros oficiais, tirar de cena o soldado que
Segue adiante da tropa apara abrir o caminho
E reconhecer o terreno; guerra nunca mais e o
Meu coração, o bate-estaca, a máquina para enterrar
Estacas no solo do peito e formar na bátega, na chuva forte e
De pouca duração; e como o tempo que designava o 
Conjunto de todas as artes e hoje em desuso, as belas
Artes e a bela dona, a planta medicinal da 
Família dassolanáceas; o caminhar à beira dum
Rio, o aproximar-se, o estar próximo à felicidade, o fazer
Limite com a verdade, defrontar com a mentira,
Orçar a caridade; e beirar um ataque de nervos, um
Luar à beira-mar, o namoro à borda do mar, passear pelo
Litoral, navegar à costa, morar na praia; e olhar o horizonte
Do beiral, da parte extrema do telhado, que ultrapassa
As paredes externas e contar as estrelas como antigamente;
Na parte final, ou na extremidade, na proximidade
Do amanhecer, do café com beiju, com a iguaria feita de
Uma leve camada de polvilho assada ao fogo e que 
Serve de complemento à refeição; de fubá de milho,
Ou de milho secado, também usado como farinha de mesa,
Era só mesmo o que estava a faltar a este beijoqueiro
Inveterado; e que gosta de dar beijos e beijocas à todas as
Dondocas e beijocar as mulheres, breve e com estalo, colocar
A boca de leve, ou com força na boca, de acordo como pede
A ocasião; é apor os lábios em pessoa, ou coisa em sinal de 
Afeto, respeito, ou devoção, é oscular com o o coração, beijar
Sem ingratidão, é esta aí minha gente é que é a solução.

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