segunda-feira, 14 de agosto de 2017

E preciso de guarda e preciso de proteção; BH, 01501102000; Publicado: BH, 0801202013.


E preciso de guarda e preciso de proteção como
0 objeto de ouro, o objeto de prata em que se
Expõe a hóstia consagrada e a tem em custódia;
Preciso de algo a custodiar-me, a proteger-me,
Não sairei custoso e nem darei grande custo,
Pois, não sou trabalhoso, demorado; e pelo meu
Aspecto cutâneo, pela minha cútis, observeis 
Como sou fácil, flácido e fraco; qualquer objeto
De cutelaria, qualquer instrumento de oficina de
Cuteleiro, de fabricante, ou vendedor de corte, 
Pode constatar a superficialidade de que sou 
Feito; qualquer cutelo semicircular, cortante, ou
Um golpe com a parte inferior da mão aberta, 
Igual em luta livre, podem colocar-me fora de 
Combate; sou uma embarcação de um só 
Mastro, um cúter muito leve e ligeiro, para 
Fugir tal a cutia, mamífero roedor e sou devorado
Por todo tipo de cutícola, que vive na minha pele;
E sou baixo, sou rasteiro, não, não vivo na parte
Superior, côncava, de alguns edifícios; não ando
No zimbório, a parte mais alta e exterior da cúpula  
De igrejas e prédios monumentais; não pertenço à
Abóbada, a lata administração, à direção de qualquer
Espécie: meu teor cuprino é insignificante; meu
Organismo não é cuprífero e nem contém cobre e
Nada trago de cúprico na minha cor e por muito
Tempo já fui desprezado, como cada um dos talões
Destacados de um conjunto vencido; e até a cédula
De voto em concursos populares foi substituída
Pela urna eletrônica; e o título de juro que faz parte
Duma ação ao portador e que se destaca na ocasião
De pagamento do cupom, que nos leva ao cupincha
Do mal pagador; ao companheiro que não gosta de 
Honrar o compromisso, ao amigo da dívida vencida,
Ao comparsa que vangloria uma falta não cumprida
E que o honesto carrega igual a giba dos touros de
Raça zebu; o cupim que é a designação genérica dos
Insetos da família dos térmitas e a habitação e a
Casa do mesmo inseto cúpido, que é muito ambicioso
E ávido pela luz e acaba por morrer nos braços do 
Cupido, na personificação do amor pela luz que o 
Extermina; e a avareza mata, a ambição mata, a 
Cobiça mata, a cupidez também e nem a carruagem
Fechada de quatro rodas, com dois assentos, o cupê
Antigo, devemos ambicionar; criar carnet de cupâo
E não ter como pagar, nem ao virar cunicultor, com 
Toda cunicultura possível, como criador e com criação
De coelhos; vamos arrumar dinheiro para saldar as 
Nossas dívidas; e perdemos o cunho, perdemos o 
Caráter, perdemos a marca e o utensílio de aço 
Gravado para marcar moedas; e no caixote empregado
Principalmente para guardar, ou transportar munição
De guerra, cunhete, que faz inventar para camuflar, o 
Atraso educacional do nosso povo, nosso atraso 
Cultural e tornar notável a nossa temática de superar o
Nosso abismo; e a nossa tentativa de superar o nosso 
Abismo, a nossa tentativa de amoedar o papel social, e 
Imprimir um ritmo novo, cunhar uma nova imagem do 
Nosso povo; uma cunhagem, não de moedas e medalhas,
Mas, sim, uma operação de resgate da educação, da
Cultura e cada um fazer o papel de cunhador, de criador,
De marcador e deixar sempre um trabalho cunhado,
Amoedado, que se cunhou em nome de uma sabedoria,
De um conhecimento, de uma inteligência, até do irmão
De um dos cônjuges em relação ao outro e reciprocamente;
E ao ficar repleto o meio, ou expressão batilizados para criar
Uma solução de continuidade, ou abrir uma brecha num 
Escrito, numa conversa semelhante para escorar, ou nivelar 
A base de um móvel, andaime de ferro e de madeira talhada
Em ângulo sólido; rachar pedra com a cunhados caracteres
Da escrita pelos assírios, babilônios, medos e persas, o 
Tesouro cuneiforme, mais antigo do que o cúmulo-nimbo, o
Tipo de nuvem de desenvolvimento vertical, causadora das
Trovoadas; e o que passa a ser o máximo do absurdo e de
Irregularidade, a falta de interesse pela obra clássica, a
Preguiça em não atingir o mais alto, o cimo, o auge, o conjunto
De coisas amontoadas na composição do cúmulo universal,
Que faz parte na esteira estelar onde se acumula os astros, a
Constelação feita por acumulação; o último portal cumulativo,
Na fuga do buraco negro; para completar as fronteiras, encher
As barreiras; acumular as energias e a luz ao cumular no  
Vácuo criar vida e cada vez mais cumulação de interno planeta
E assim completar-se o ciclo; verificar-se a profecia; a predição
Do futuro escuro, o vaticínio a realizar-se no universo e o que 
Competir do cosmo como o ser e o pertencer aos abismos do limbo.

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