sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Tenho os ossos em diastrofia; BH, 060402001; Publicado: BH, 0601202013.

Tenho os ossos em diastrofia,
Em luxação de ossos, vivo com todos
Os deslocamentos de músculos; e na 
Diástole, no movimento do coração e 
Das artérias, faço como se fosse a deslocação,
Do acento tônico das palavras para a 
Sílaba seguinte, com a frieza do
Diastema, o espaço sem dentes
Nas mandíbulas dos mamíferos;
E na separação de músculos, no
Afastamento de dois ossos contíguos,
Pego a diástase, o conjunto de 
Fermentos solúveis retirados da 
Cevada geminada que não
Aceitam a diáspora européia, a
Dispersão de povos por motivos
Políticos e religiosos, por perseguição
De grupos dominadores intolerantes e 
Vanglorio-me, ufano-me de mim,
Por não assistir a diascopia da televisão
Que mata a observação da projeção de 
Objetos transparentes em dispositivos ou
Diafilmes, a dar-nos um programa dianético
Totalmente relativo à diarreia, como se 
Todo indivíduo fosse o que padece de 
Diarreia, de evacuação de ventre
Líquida e frequente disenteria 
Que acha que todo telespectador
Padece de burrice de falta de qualquer
Inteligência e capacidade mental
De saber que da televisão não
Levaremos nada para a nossa
Formação intelectual moral
E qualquer outra que a
Humanidade faça jus por
Direito ou mesmo por natureza
Tenho os ossos molhados de
Cerveja e cachaça da boa. 

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