domingo, 13 de agosto de 2017

Sim morri e descobri que não tenho tipo e não sou; BH, 01701102000. Publicado: 01101202013.

Sim morri e descobri que não tenho tipo e não sou 
Pessoa de quem se pode esperar uma ação, uma 
Ajuda salvadora, das quais a humanidade poderá
Ufanar-se; sim, morri de vergonha, pois, sou o
Ser cujo espírito se perdeu no ninho do limbo, do
Qual uma alma sequer, poderá ser chamada de 
Fruta do cuité, a cuia da cuitiizeira e então terá
Que cuinhar, courichar num chiqueiro, grunhir
Igual a um porco, que teve o coração trespassado
Por um facão; já o ser cuidoso, o espírito cuidadoso,
Deve ter cuidado ao passar por algum lugar e ter
Cuidado consigo mesmo; deve só preparar-se e
Prevenir-se, para que não o venham julgar e o
Tratar como se fosse um ente que não querem
Atender, não devem aplicar a atenção devida e
É por isso que devemos trabalhar e nos
Preocupar pelos interesses de alguém e cuidar
Para que aprendamos a cogitar uma vida melhor
Em felicidade; imaginar que podemos e devemos
Mudar, supor que ao refletir, poderemos atingir
Um grau de elevação acima do normal; tenhamos,
Então, dentro de nós, um pedaço zeloso, um
Canto caprichoso, onde more a cautela e o
Destino previsto; onde more o que é meditado
E feito com esmero, de pessoa e de coisa que
É objeto de desvelos; sem inquietação e 
Os gritos da cuíca, uma espécie de gambá
Pequeno; e os ais do tipo de instrumento musical
De percussão, a bomba que explode em destruição;
E a pequena cabaça em que se prepara e se
Serve o chimarrão, aquieta a nossa cuia cheia de
Problemas; preserva a cuieira, de cuja casca,
Cortada pelo meio, ao comprido, se fazem vasilhas
E os princípios, os costumes, comportamentos,
Temos que aprender a assimilar, desde o tempo
Em que ainda andávamos de cueiros, os panos
Em que se envolvem especialmente as nádegas
E as pernas das crianças de peito, hoje se
Andamos de cueca, temos que honrá-la; é a peça
Íntima do nosso vestuário masculino, que cobre
As nossas vergonhas, nossas nádegas, o baixo
Ventre e os órgãos genitais; e quando chegar a
Nossa hora, de irmos para o cu-do-judas, o
Cafundó-do-judas, onde vivem as almas de 
Cudilume; dos pirilampos; nem o que era o melhor
Cu-de-ferro, o estudante que frequentava
Amiudamente, as aulas, ou que estudava muito,
Impedirá um cu-de-boi, uma briga com rivais; uma
Desordem e a bagunça dentro do coité, quando
Formos mais longe do que o cu-da-perna, não  
Saberemos impedir que a nossa vida se transforme
Num cu-da-mãe-joana; num assunto em que todos 
Se metem, uma tal casa-da-sogra e quando o cuco
Cantar, quando o pássaro da ordem dos trepadores ,
Que no relógio dá as horas, a imitar o canto desse
Pássaro; espero não ouvir que será tarde demais,
Espero não ficar perturbado e ficar sem compreender
As coisas; e ficar neurótico, louco, como se fosse
Fundir a cuca e um cozinheiro real que esqueceu a 
Receita predileta do rei e dos meus sonhos de 
Criança, espantar o ente da mitologia afro-brasileira,
Invocado para meter medo às crianças; e assim matar
A fome com variedade de bolo e pão, meu rosto de 
Cubo, sólido limitado por seis faces iguais e quadradas,
Há anos não sente o sabor de uma lágrima, mesmo 
Quando minha dor é o produto de três fatores iguais de
Um número; nem a dor de ter o osso longo situado na
Parte interna do meu antebraço, o cúbito partido, me
Fez verter e sentir fluir, da dor cubital , o meu choro
Cubista, que segue a teoria e o processo do cubismo,
A escola de arte plástica moderna, a qual procura
Representar as formas simultaneamente por meio de


Figuras geométricas, sim, não é sonho, morri para a vida.

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