quarta-feira, 16 de março de 2016

Não e não escrevo espírito e quanto; BH, 02301102012.

Não e não escrevo espírito e quanto
Muito, tenho alucinações de que
Escrevo, espírito, só isso, espírito;
Não me repreendes, não gosto de
Ser repreendido, não será pelo
Fato de eu ser fisiológico e tu um
Espírito que, virás repreender-me;
Para, não abrirei os olhos, não é
Necessário abrir os olhos, quando
Estou a escrever; há milhares de
Fantasmas a guiarem esta mão,
Não necessito abrir os olhos; sim, 
Espírito, dita o que tens a ditar, 
Psicografarei; empunha este braço 
E fala da tua imortalidade, fala da 
Tua posteridade, espírito, ou 
Espíritos, não saberei quantos sois; 
E vais trazer-me um legado 
Sobrenatural, um segredo; mas,
Estou cheio de segredos, mistérios,
Não quero mais saber disso, ou 
Trazes novidades, ou puxarei o 
Meu braço e irás cair do limbo; 
Não coces-me e nem catuques-me;
És um espírito bom, leve, trazes-me
Literatura, trazes-me antologia 
Compulsiva; não escreveste em 
Em vida? não estás morto, és um
Espírito vivo: ingratidão, querias
O Prêmio Nobel de Literatura e 
Não deram-te; pensas que mereceste?
A Academia sabe quem merece;
Não seja assim tão inculto oculto, ou
Com aquela Casa promotora de 
Cultura na humanidade. 

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