segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Planta rosácea e mata-me a saudade; BH, 0150302001; Publicado: BH, 090902013.

Planta rosácea e mata-me a saudade 
De uma das grandes divisões geográficas da flora brasileira;
Minha ninfa dos bosques, protege a nossa natureza,
Afasta, minha dríade, antiga divindade silvestre,
Do coração do homem, a sede de destruição, oh minha
Dríada, deusa protetora, apaga os incêndios das nossas
Florestas e não deixa que nossas árvores sejam assim
Cortadas de um dia pro outro; ai se tivesse a
Cultura do dresdense, do natural de Dresde, na Alemanha,
Certamente faria muito mais pela proteção da nossa
Flora e da nossa fauna; mas sou menor do que
Um drepânio, menor do que uma inflorescência cimosa,
Unípara, com todos os ramos no mesmo plano e do mesmo
Lado; só um dreno, um tubo, ou vala para drenar bem,
Uma gare, ou qualquer substância para com a
Qual se assegura a saída de mim dos líquidos
De minha cavidade, ferida e de abscesso; só se
Drenar e fazer dessecar, por meio de drenos é que
Mostrarei meu ato e feito no escoamento de
Minhas águas como se fossem de terrenos encharcados;
Por meios de tubos, valas, ou fossas do choro fanático
Do drávida, indivíduo dos drávidas, indígenas
Do sul da Índia e do norte do Sri-Lanka, antigo
Ceilão; aí sim, a prantear assim, o estado deixará de
Ser drástico, será um purgante enérgico, radical,
Que afastará todos entes e seres nocivos e de
Intentos prejudiciais do interior de nossas matas;
E nesta minha drapetomia, na mania que tenho
De andar sem destino, de vagabundo e o desejo
Mórbido de abandonar o lar, dropejar igual bandeira,
Pano, a agitar-me, a ondular-me no ondear do 
Vento, vejo a destruição à beira das nossas estradas;
Só fumaças de queimadas e quero dispor de certa
Maneira as dobras de vestimentas de uma pessoa,
Como se fosse uma estátua e não sofresse tanto assim;
Quero por fim ao meu drapejamento, como um pano
Disposto em grandes pregas; mas sou um mau dramaturgo,
Um autor de falsos dramas, minha dramaturgia é bem 
Precária e a dramatologia ruim; e tenho conhecimento
Dramatológico, que não convence ninguém, sofro pela 
Falta de arte dramática e não tenho o dom da 
Arte de compor peças teatrais, não sei dramatizar,
Dar forma de drama à minha mensagem; tornar
Dramático o meu sofrimento, interessante, ou comovente,
Como um drama e dar ares dramáticos ao que está
Acostumado com a nossa natureza; alguém precisa
Aumentar a dramatização, mostrar tudo que é pertencente
E relativo como se fosse peças de gênero clássico, que 
Apresenta de forma comovente, cheio de acontecimentos
Tristes, com muita dramaticidade, mas sem dramalhão;
Sem o drama de pouco merecimento, mas cheio de lances
De catástrofe. patético, com série de episódios bem
Complicados, tal teatro e cinema, onde se representa
Ação da vida ordinária misturada ao pânico, ao trágico;
Alguém precisa fazer algo e é o que gostaria de
Fazer, se tivesse a qualidade suficiente, mas
O meu cérebro é de dragonteia, de gênero de plantas
Aroídeas, cuja raiz tem semelhança com o dragão;
Meu crânio é de dragonete, de símbolo heráldico em
Que figura uma cabeça de dragão com a boca aberta;
E o verde é perseguido com o mesmo fragor da
Dragonada, perseguição religiosa, movida
Contra os protestantes na França por Luiz XIV,
Na qual se empregou a cavalaria de dragões;
Quero a defesa da natureza tão elevada tanto
Quanto a dragona, galão com, ou sem franjas, ou
Peça de metal amarelo que os militares usam no
Ombro, como distintivo; o meu  de dragoneiro
É este, a proteção do meio ambiente, a conservação;
É a drágea, o comprimido, ou o medicamento,
Encoberto por fina película gelatinosa, na cápsula
Natural; e é hora de dragar, de limpar, ou desobstruir
Com draga a ameaça ao dragão-fedorento, planta
Trepadeira da família das aráceas; é hora de agir com
Humor de monstro fantástico, que se representa com
Garras de leão, asas de águia e cauda de serpente;
É hora de agir com senso de Diabo, de pessoa de má 
Índole, soldado de cavalaria, ou só veremos a nossa flora
Como vemos a constelação do hemisfério boreal; e nesta
Dragagem, com o rio que nunca é o mesmo rio dragado,
Que foi limpo, com a lagoa, o lago, onde o barco se
Instala com aparelhos e instrumentos destinados
A tirar areia suja, lodo, entulhos, depósitos poluentes
Formado nos rios, mares, lagos, oceanos quaisquer; o
Arpão, croque, servem para tirar todos os objetos do
Fundo da água, e com espírito draconiano, como as severas
Leis promulgadas pelo legislador ateniense Drácon,  e com 
Rigoroso fervor, excessivamente protetor, a vida ressurgirá.

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