Blog do Ivanovitch 2: (CANDIDATO AO PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA)
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terça-feira, 18 de agosto de 2026
queres viver? não nunca quero a realidade a verdade
queres viver? não nunca quero a realidade a verdade
quero de que vale a vida sem a realidade? sem a
verdade? então nunca terá nada que não tenha que
importa-me ter sem ser? todo mundo tem tudo o
tempo todo quem tem a realidade? quem tem a
verdade? para todo mundo ter tudo o tempo todo
tem que viver fora da realidade tem que viver fora
da verdade mentir todo dia respirar falsidade
enganar ao próximo ao enganar a si mesmo viver é
assim quem é mais vivo mais finório mais esperto
vive melhor só se for aos olhos dos cegos doutros
deficientes visuais dos indiferentes que matam a
realidade escondem a verdade fingem que vivem
enquanto já estão nos braços da morte
embalsamados perfumados envoltos em lençóis
untados com espermacetes silicone têm mais
atenções enquanto enriquecem os mais ricos geram
riquezas alheias ao custo do próprio sangue do suor
da pele do sal do corpo da energia vital passam a vida
em estado letal sem ninguém perguntar se querem
viver pois têm medo de viver perder o que não têm
têm medo de morrer pois sabem que são vazios dentro
dum caixão vazio quando vão mortos na procissão dos
mortos que acompanham o próprio enterro dos mortos
BH, 0150702026; Publicado: BH, 0180802026
domingo, 16 de agosto de 2026
quem quer saber de quem se ninguém quer saber de ninguém
quem quer saber de quem se ninguém quer saber de ninguém
nem quem é alguém quer saber de quem é alguém todos
queremos manter distâncias de todos de tudo o mundo é
assim deveria ser um bom lugar para se compartilhar para se
viver preservar evoluir porém juntam-se todos que são
alguém fazem do mundo um lugar de ninguém lá se vai o
planeta virar terra plana montanhas vêm abaixo dunas
milenares evaporam-se dum dia para outro do nada florestas
sagradas matas virgens defloradas desfolhadas jardins
pulverizados o mar é arrasado o oceano é incendiado o céu
devastado o pobre coitado do ninguém vai cedo para o além
veio morto do aquém é veio morto de mina aqui segue morto
sem vintém também pudera colaborou com a destruição do
pouco que agora não tem para somar ao muito de quem tem
muito no final ficou com tudo quem não tem pensava que tinha
alguma coisa ficou sem nada bateu palmas deu glórias deu
aleluias alvíssaras recebeu na cara um adeus não teve nem onde
enfiar a cara enfiou no lixo pensou que ia enfiar no luxo agora
uma enorme quantidade de verme o devora num banquete de
butim de festim a alma sebosa mendiga não me diga fazer o quê?
BH, 0210702026; Publicao: BH, 0160802026
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
que procuras aí nesse monte de lixo restos de consumo
que procuras aí nesse monte de lixo restos de consumo
despojos orgânicos? procuro a realidade procuro a
verdade não as encontrarás aí no meio dessas
imundícies então onde as encontrarei? nos castelos?
nas mansões? nos palácios? na sociedade? no estado?
justamente nos antros geradores de falsidades de
mentiras de ilusões? logo no meio onde ninguém dá
uma realidade/ logo no meio onde ninguém dá uma
verdade? não acredito que as encontrarei na realidade
virtual na inteligência artificial? por isso as procuro no
lixo não no luxo não no mercado xepeiro xaropeiro se
sabes as respostas das minhas aflições dos meus
conflitos das minhas reflexões dê-me uma verdade
dê-me uma realidade uma única sequer sairei desta
montanha de entulhos sairei deste monte de resíduos
gerados por indivíduos enganados pelo sistema que não
botaram abaixo agora pagam de patos de massa de
manobra de gado controlado de boiada dominada que
perdeu a disparada então continuarei aqui diógenes ou
um prisioneiro da caverna de platão sem a luz de cícero
a razão de kant sem a mão que embala meu coração que
está vazio à realidade está vazio à verdade o mundo está
cheio de mentiras como se nada o abalasse rumo ao caos
BH, 0150702026; Publicado: BH, 0140802026
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
nunca encontrarei a realidade não nunca
nunca encontrarei a realidade não nunca
encontrarei a verdade fato consumado
fardo de enfadado total cansaço de
forma de enforma o conteúdo do qual
estou possesso num processo onde
nunca encontrarei uma pedra para
repousar a cabeça um galho de árvore
de carvalho de oliveira para pousar
num ramo de esperança ou posar diante
duma escada de anjos que leve aos céus
que eleve ao firmamento nunca
encontrarei a saída do vulcão volcano
entrei pelo cano estarei sempre no meio
dos cães das hienas carniceiras entulhos
despojos não sairei do lodo da falsidade
nem da lama da mentira do pântano da
enganação parece repetição mas não é
pois há os que se sentem satisfeitos com
os próprios defeitos com os aleijões
internos vivem um inferno mesmo com o
dinheiro com as drogas seus ternos de
linho de linha que pensam trazer um
pouco de felicidade mas e a realidade e a
coragem? não quero uma esmola apesar
de ser mendigo sem terra sem teto sem
trabalho dê-me um atalho quero chegar à
luz não ser cego pelo brilho dê-me uma
realidade pelo amor de deus dê-me uma
verdade em nome de jesus cristo quero
sair desse lixo expelir o micróbio que
come meu cérebro o verme que pica meu
intestino a droga que seca meu organismo
meu coração é uma horta se não for regado
vai para o rego comum uma vala fétida um
horrível bodum de aprisco insalubre venal
BH, 0150702026; Publicado: BH, 0130802026
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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