seja o mais do mesmo estou sempre a
querer muito mais nunca estou satisfeito
veja que na atual idade já era para ter
entrado no estado de moderação porém
não se os amigos deixam bebo até cair
no chão septuagenário um na forma de
fazer-me defunto no prego de fechar-me
no caixão na boca de escura sepultura
na língua a secura seu fulano dá um
tempo o senhor já está para lá de bagdá
nem sei onde fica isso seu beltrano me
dá a saideira que já vou embora se o
chão não sair de debaixo dos meus pés
está a ver aí seu fulano o chão já saiu o
senhor não viu agora está com a cabeça
quebrada igual ao sambalelê nem uma
boa mulata resolve a tua situação ainda
bem que todo mundo aqui é amigo é
conhecido o senhor não corre perigo
está em boas mãos cuidado com a
monark que já está bem velha para não
derrubar-te nas curvas evita de pedalar
vai a empurrar é mais seguro pois
seguro morreu velho para quê morrer
velho quem não tem futuro? deixa o
pau quebrar sou igual guabiroba quero
ver o pau quebrar mamãe quero mamar
amanhã é outro dia só asei beber não
sei fazer poema muito menos poesia me
dá uma jurubeba para curar a minha azia
BH, 0200102026; Publicado: BH, 0200102026
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