quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ai de mim malgrado meu não sou a flor que

ai de mim malgrado meu não sou a flor que
será enterrada num jardim quando chegar ao
fim ou o a ser cremado para que as cinzas
sejam espalhadas num gramado onde as
crianças sem sapatos brinquem
despreocupadas a sorrir abundantemente
pois dos céus não cairão mais bombas
mísseis com napalms fósforos brancos
chuvas ácidas dos céus só cairão raios de sol
raios de lua raios de estrelas luzes de quasares
luzes de cometas sem tempestades sons de
trombetas trompas oboés margaridas só para
bem-me-quer sem mal-me-quer raparigas
floridas poemas de mancebos poesias de
meninas pupilas rutilas íris irisadas arcos-íris
eternizados papilas mamilas se fores aos
montes sagrados aos vales iluminados que
nunca sejas desesperado disse-me uma vez
um ancião com um cajado nas mãos uma vara
de pilão pastor de ovelhas carneiros teóricos
de pensamentos neófitos quem é o que vem lá
na névoa? soou o alarma às armas não nunca
jamais passou-se o tempo das armas quem é o
que vem lá na neblina no sereno no orvalho?
vem o amor de mãos dadas com a paz vêm
todos os astros iluminados celestiais a terra
não está mais em transe o dragão da maldade
foi domado pelo santo guerreiro deus o diabo
voltaram aos seus lugares na terra do sol do sal
sossegados enfim feliz de mim bemgrado meu posso
dizer que sou a flor que a criança plantará no jardim

BH, 0230102026; Publicado: BH, 0260102026

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