pois aproveitar a vida para mim é isso
aqui uma mesa rústica uma cadeira
velha uma folha de qualquer papel
uma caneta esferográfica na mão uma
cabeça que seja a minha cheia de
inspiração se a cabeça não for a minha
pode ser uma cabeça alheia numa
psicografia numa ação doutro mundo
da solidão dos solitários que não
aprenderam a aproveitar a vida teimo
nesta repetição morro não entro em
aceleração só em decomposição em
putrefação a vida segue não sigo não
fico enterrado o pescoço no garrote
vil na corda que atravessa o abismo no
raio da circunferência sou todas as
linhas fora dos conceitos trago vendas
nos olhos cegos os corvos estão
famintos sedentos meus olhos são
secos olhos de assassinos fominhas
famélicos do mundo ou dos que a vida
negou um pedaço de pão não deixou
aproveitar da água das lágrimas
de quem chora um ribeirão
BH, 0200302026; Publicado: BH, 0200302026
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