nem no futuro aprenderei que as
coisas estão no universo só que
preciso aprender das leis universais
dos princípios das virtudes das
relações estelares das interações das
galáxias dos intercâmbios entre os
infinitos aglomerados de estrelas de
constelações porém meu bruto coração
não é fruto não é fruta pão é pau é
pedra é torrão não me deixa ver além
do meu nariz não me faz dar um passo
à frente de todos os meus passos
quando vejo caminhei em círculos
andei apara atrás dei marcha à ré
agourei minha mãe meu pai não saí
do lugar comum fechei todas as portas
os portais as janelas me isolei no visgo
da resina me colei com os pés presos na
cola veio um físico amigo cortou minha
força de gravidade mesmo assim não
levitei era pesada demais a minha
consciência que me fazia inconsciente
tinha a alma na umidade tinha o ser no
breu tinha o espírito de porco espinho a
espinhela caída o quebranto minha avó me
apareceu numa aparição de assombração
rezou ladainha num canto da cozinha
acordei atônito a falar esperanto
BH, 020202026; Publicado: BH, 01°0402026'
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