sábado, 30 de setembro de 2017

O céu azul sem fumaça; TO/SD; Publicado: BH, 0401002013.

O céu é azul sem fumaça
O céu também tem um pouco de graça
O sol vem a chegar com um brilho de paz
As cores viram canções com suas forças de luz
As flores balançam ao sabor do vento doce
Que leva de leve em sua voz breve
Uma canção de amor quando do morro
O rio vai sair fico a olhar para as águas
Que molham as nossas vidas
Sento na beira do rio fico ali sou um homem
Que beleza de vida que existe aqui
Sem me importar com o tempo faço companhia ao rio
Que vai a cantar uma canção molhada ao mar
Com o céu azul sem fumaça tudo bem
Um pouco mais de graça que graça bendita
Invade a alma sinto algo diferente no meu coração
Um amor estranho mas que parece novo me sinto alegre
Feliz com este céu azul sem fumaça
Límpido cheio de luz todo transparente
Cheio de amor cheio de graça

Olhais aqui neste relatório caligráfico quero deixar claro; BH, 01º01002000; Publicado: BH, 0401002013.

Olhais aqui neste relatório caligráfico quero deixar claro
Nestas caligrafias nestas formas de letras manuscritas nestes
Modos de escrever nestas tentativas de artes de bem à mão
Que adoro ler o califa Fernando Pessoa é o meu
Soberano chefe espiritual como é o dos muçulmanos
Só que os muçulmanos entendem compreendem o
Seu não entendo nem compreendo o meu
Não me penso não me encontro à altura dum
Dia entender compreender a poesia de tão elevada
Pessoa com tão elevado ser para mim é como se fosse
Um calidoscópio um tubo cilíndrico vedado a ter no
Interior espelhos que refletem pequenos objetos de
Cores variadas a formar desenhos simétricos
Esquemáticos que variam à medida que se roda o tubo
Na mão é assim que me vejo perante a poesia Fernando é
Assim que me sinto diante poeta para mim um cálido
Caldo quente desejo de estupidez uma ardente vontade
De adquirir qualidade calidez de sabedoria poética
Entender o invólucro externo da flor periantada
A compreender o vaso de prata empregado na missa
Para guardar o vinho consagrado como se o vinho
Fosse a poesia de Fernando Pessoa ter à mão o copo
Alto com pé para o licor fino a caliça o pó os fragmentos
Da cal já utilizada com tamanho com capacidade com
Dimensão com diâmetro dum projétil dum tubo com
Calibre sem igual sei que não dá para verificar não dá
Para medir foge do devido do ato de calibrar do efeito da
Calibragem do teor calibrador que faz chorar um instrumento
Que faz encher o rosto de choro como se enchesse pneus de ar
Velas de ignição mas sou um calhorda sou uma pessoa sem
Valor um mau caráter nem mereço ser oportuno vir a tempo
A propósito acontecer acertar na mosca coincidir com a
Verdade entrar na calha da realidade calhar com a liberdade da
Calhandra pássaro da família dos mínidos na poesia do canto da
Cotovia do pequeno voo da calandra estou pior do que automóvel
Velho da década de 20 estou mais para carruagem velha do que
Para poeta para ledor de livros sou só esta embarcação só
Costeira de pequeno porte este calhambeque esquecido
Igual obra literária muito longa enfadonha num alfarrábio que
Causa arrepios aos ignorantes um livro grande antigo estúpido
Sou sim este calhamaço de qualquer suco este bagaço donde se
Fez escorrer líquidos para um lugar ou direção predeterminada
Estou destinado à calha ao rego geralmente de metal em mim
Não para nada a cultura feral dum almanaque as fases da lua
Os feriados as marés as festas só as profanas as religiosas nem
Acompanhado paro semanas meses anos os dias perdidos no
Calendário na tabela na folhinha que indicam a vida o tempo a
Era a razão a metafísica o calembur o trocadilho o expediente
Insensível até me tornar caloso a produzir estes calos a calejar
Sem interesse do caleidoscópio calejado cego calefator o
Sistema com que se faz esse aquecimento contra o frio da alma
Que se encontra em recinto fechado sem contato sem a superfície
Quente calefação do coração untado de óleo alimentado do 
Caldo que consta o verde de couves fervidas em água salgada
Com tempero de azeite a sentir o banhista que acabou de levar
Um mergulho forçado a borra que fica do suco extraído de frutas
Plantas de café não solúvel depois de coado outra substância
Ou a carne que se coseu perdeu a alimentícia a lágrima líquida
Do caldeu da cova lisa redonda formada pelos redemoinhos
No leito do rio da Caldeia a panela grande sem alça a caldeira
Prestes a explodir o caldeirão a transbordar pelo colapso da
Parte central dum vulcão de grande cratera produzida pela energia

Tenho a capacidade de ficar uma eternidade; BH, 0301002000; Publicado: BH, 0401002013.

Tenho a capacidade de ficar uma eternidade
Sem emitir uma letra formar uma palavra editar
Uma frase tenho a capacidade do vento de apenas ser
Vento de precisar de energia produção de vapor enriquecimento
D'água aquecimento fechado como o grande vaso metálico
Duma caldeira a me amalgamar a reforçar-me a alma
Fria como a ligar duas substâncias nas trevas metálicas
A misturar a verdade soldar a liberdade pôr meio do
Fogo roubado por Prometeu tornar vermelho o rosto caldear
A face a expulsar os fantasmas os espíritos para o campo-santo
O cemitério campônio da própria alma que lavra a terra o
Camponês que trabalha na área de ação onde alguém age
Gladiadores na arena local onde se praticam esportes
Do touro contra o homem espaço onde há combate terreiro
De acampamento militar extensão de terreno arável
Sem mata aquele que campeia gado cuida
Dele não é o vaqueiro campista é o próprio não
Sido na campina extensa plano sem árvores planície
Rústica campestre campesino de disputa duma taça
Ou título certamente em que o vencedor do campeonato
É o campestre empregado trabalhador que serve para
Uso campesino que trabalha sem levar vantagem
Sem dominar ser dominado não saber ostentar
Marchar com garbo acampar quando encontrar-se em
Campanha procurar buscar animais no mato campear
Vencedor campeão indivíduo que defendia pois
Hoje ninguém defende mais em campo fechado a honra
De outrem que camepia o ex-campeador em ação a
Campeação já acabou não existe mais a flor da 
Família das camparuláceas tem que viver em vaso
Não vive mais no céu florido a campânula de toda
Atmosfera agora é pequeno vaso de vidro ou de
Metal em forma de sino a atmosfera acabou com o
Esforço para atingir um objetivo o conjunto de operações
Militares de corpos de exércitos só contra forças inimigas
Inexistentes não onde acampam tropas militares não
À campanha israelense contra a Palestina deixeis a paz em paz
Na parte da torre em que se suspende o sino no
Campanário dos sinos basta de batalha em campo raso
Deixais cantar a cigarra campal a sineta elétrica colocada
Na porta das casas casas já destruídas não se ouve mais
A pequena campainha para uso doméstico o futuro é
Uma sepultura o presente a pedra que cobre a sepultura,
O passado uma campa um esconderijo de camundongo
Uma embrulha de camondongo, com dificuldades históricas
De camisa de onze varas a película que envolve a espiga
De milho a argamassa com que se reboca uma
Construção o envoltório usado diretamente sobre a pele,
Que cobre o dorso do corpo animal peça de vestir dotada
De mangas atalho da caminhonete sem tração nas quatro
Sendas da camionete nostálgica vereda da camioneta do
Veículo pequeno com lugar para passageiros mercadorias
Que com o tempo perdeu o brilho modernou-se virou luxo
Estrada agora etá coberta por outra via de comunicação
Por uma outra faixa de terreno por onde se transita
O caminho perdeu a definição perdeu a designação o
Dirigir-se para o correr sobre a erva navega na relva
Andar de pés descalços no capim percorrer a pé
Não o caminhar dotado de quatro ou mais rodas
Para o transporte de carga volumosa um caminhão
De dores de fardos de mágoas de todas as coisas inúteis
Do caminhante solitário vai do transeunte só do que
Caminha a jornada neste passeio de marcha longa a
Caminhada do papa pelo mundo a tentar a paz o
Camerlengo o Cardeal que preside a Cúria apostólica
Encarregado da administração da igreja durante o interregno
De escolha do novo papa para impedir que seja possível
Remediar o mundo curar a humanidade sarar o homem
Que vende ilegalmente mercadorias armas drogas em
Logradouros públicos o camelô de homens de mulheres
De crianças o vendedor de almas de espíritos de corpos

Estou nesta câmara-ardente na sala; BH, 0301002000; Publicado: BH, 0301002013.


Estou nesta câmara-ardente na sala
Na qual se expõe um defunto entre velas estou aqui a
Espera do meu primeiro camarada o primeiro verme
Companheiro de quarto das minhas carnes meu colega
Que já deve até ter começado a me roer as entranhas
Não sei por onde começarei a ser devorado por cada um
Dos indivíduos que exercem a profissão de devorador de
Defuntos me sinto um amásio sem tratamento adequado
Como o que é levado entre os militares não tenho amigos
Nem sou um naco de carne agradável por isso
A camaradagem entre mim os vermes a convivência não
Poderá ser amigável como entre as pessoas de mesma
Ocupação a mim querem devorar o procedimento
Para comigo não será obsequioso próprio de camaradas
Fui esta câmara-de-ar este tubo de borracha que esteve
Junto à camba da roda dentro do pneu que recebia o
Ar para enchê-la agora são só os vermes que recebem
O ar o oxigênio virei gás carbono virei butano
Virei ar putrefato com o qual respiram sei que
Em vida não fui camaradeiro como faz o verme com
Facilidade com a carne não fui comunicativo
Só tentei ser um poeta uma certa qualidade de
Pego um vaso de louça antigo um dos nomes comuns
A várias espécies de pequenos crustáceos não passei
Dum camarão se por ventura quereis saber amei
Mulher que arrumava os quartos nos hotéis amei dama
Que prestava serviços à rainha ou princesa não passei
De camareira não evolui na camarilha fiz parte
Do grupo de pessoas que só vivem em torno de alguém
Poderoso tais os vermes vivem agora em torno de mim
Não sabem sobreviver sozinhos só soube influir em
Decisões erradas tentei tirar vantagens de todas as relações
Pessoais igual a uma sanguessuga uma ameba
Mas não vivi de camarote não vivi donde os artistas mudam
De roupa fazem a maquilagem vivi na pequena câmara
Nos fundos dos sórdidos teatros nos camarins nem
Cheguei a ser artista um poeta não pode ser artista
Nunca tem quarto em navio fantasma em cada um
Dos compartimentos escuros que ficam um ao lado
Dutro em meia-lua nas salas de espetáculos medievais
Onde vivi a camba feudal o índio vil que perde o caractere
Próprio acaba por beneficiar aos outros com a própria natureza
Vende as madeiras os animais a flora os minerais a mucama
A escrava jovem escolhida para fazer serviços domésticos ou
Acompanhar pessoas em viagens no tempo da escravidão
Negra no Brasil hoje é entregue para a prostituição às
Vezes ainda criança trocada por qualquer tostão como
Se troca uma peça curva das rodas dos carros lá se foi
A canalha capaz de tudo para lucrar é a globalização
O neoliberalismo a chegar à aldeia lá está a
Súcia na taba a negociar a vender a ceder desde
Os primórdios da colonização lá está a corja reunida
Como os madeireiros os estrangeiros os grilheiros todos
Ávidos por tesouros descobertas naturais os laboratórios
Multinacionais atrás das raízes medicinais salvadoras
Levadas em grande quantidade com a conivência dos que
Vivem pendurados em carros de luxo como se fossem molhos
De chaves é triste a quantidade de objetos enfiados goela
Adentro pela cambada que impunemente compra a maioria
Do que restou dos nossos índios é cambalacho que vem
Desde Cabral uma troca onde só saímos a perder uma permuta
Onde nunca levamos vantagem com o ardil o logro do europeu
Olhais o conluio que deu que até nas Olimpíadas o nosso
Atleta parecia um cambaia om pernas tortas do ouro
Levado pelos colonizadores não trouxeram nenhum todo o
Conjunto ficou cambaleante igual ao regime neoliberal
Que cambaleia no mundo todo o cambalear da globalização o
Caminhar oscilante dum governo ineficiente impopular
Sem firmeza que faz o povo oscilar ainda antes de viver
Com o cambaleio dum salário mínimo as cambalhotas
Da corrupção a reviravolta com o dinheiro público a volta
Que se dá com o corpo sobre si mesmo para ocultar a
Queda nas garras da justiça do ministério público dos
Juízes honestos o chefe terá que responder um dia
Historicamente por este cadáver chamado Brasil estendido
Nesta mesa desta câmara-ardente

Não venhais numerar-me não quero ser número errado; BH, 0601002000; Publicado: BH, 0701002013.

Não venhais numerar-me não quero ser número errado
Numerado não venhais ordenar-me não pretendo ser
Ordenado sim ordenhado como se ordenha uma vaca
Tenho muito leite para dar a quem souber tirar não
Venhais qualificar-me não quero ter qualidade nem
Ser qualificado a nada não venhais classificar-me
Porra não quero ser classificado já falei para
Não tachar-me principalmente em capítulos
Assembleia de religiosos não sou maiúsculo nem
Escrevo meu nome com letra maiúscula nem quero
Saber da divisão dum livro em minha vida
Minha vida não serve para romance para artigo
De contrato ou acordo para interesses de dignidades
Eclesiásticas ou lugar onde se realizam essas reuniões
Sou uma capivara isto é o que sou um mamífero
Roedor da família dos hidroquéridas é por
Ser assim que sou danado para caralho muito mau
De sentimento demais em insensibilidade ser excelente
Pela falta de sensibilidade espetacular pela ausência
De caracteres de letras escritas metálicas ou tipos de
Impressão difícil por não ter elementos que individualizam-me
Como pessoa ou coisa fora do comum em característica
Em tudo que caracteriza a negatividade da parte
Inteira dum logaritimo nem o meu pênis é
Característico de homem distingue-se doutros por
Ser quase ineficiente não tem distintivo de
Caracterização no ato no efeito falhar por
Não caracterizar por não colocar em evidência o
Caráter de alguém não deixar-me distinguir
Nem descrever com propriedade assinalar-me
No meu meio individualizar-me tenho até
Que usar igual ator artifícios disfarces para
Parecer-me com o personagem que represento
Meu sonho é um caramanchão uma construção já
Formada de ripas de canas ou de estacas recoberta de
Trepadeiras ou sapês nos jardins meu sonho é assim
Rever o carajá o indígena da tribo goiana dos Carajás
A ressurgir com coragem com valentia a reocupar
As terras dos seus ancestrais a criar o boi caracu a
Raça bovina a beber a cerveja preta da marca não
Venhais com aspecto caracterológico tudo mais
Que seja relativo à caracterologia não quero
Nem suporto saber do estado psicológico dos diferentes
Tipos de caracteres humanos não sou humano
Não sou caracterizante sou vento sou brisa sou
Ar sou dor não ponhais-me símbolo caracterizador
Não sou qualificado não sou caracterizado
Sou um ator de mim quando adoto elementos
Disfarces sou para melhor me adaptar ao
Personagem que não me representará nunca sou
Por ter muito pouco valor não valer uma trança de
Cabelo enrolada em espiral sou isto mesmo que
Sou este caracol este molusco gastrópode de
Concha globulosa espiralada da família dos helícidas
Pior do que o caracará mais faminto do que o carcará
Sanguinário carabineiro soldado armado de carabina
Que mata por dinheiro que fabrica carabina a
Espingarda curta estriada não venhais enganar-me
Estou fadado a fracassar a não possuir sexualmente
Nenhuma digna mulher a passar na cara levar na
Conversa engabelar só a pobre prostituta a meretriz
Quase mendiga que vem saciar-me com suas carnes
Frias mortas por não ter coragem ficar inibido
Não meter-me a ser evidente a mulher feia faz-me
Estar aborrecido zangado ainda mais sem dinheiro
Não consigo ir a um lugar a aparecer não tenho
A parte anterior da cabeça sou um homem sem rosto
Sem semblante não tenho a expressão das feições
A ousadia natural sou uma pessoa indeterminada
Ninguém conhece-me bem nem eu só sei é me
Amarrar zangar-me lamuriar-me frente a frente tremo

Dólares para a morte; TO/SD; Publicado: BH, 0801002013.

Dólares para a morte
Foguetes para o inexistente
Para o infinito
Dólares para a guerra
Dólares para armas
Nenhum dólar para uma criança faminta
Nenhum dólar para um pobre cego
Que nada mais espera da vida
Dólares para a destruição
Dólares para a dor
Nenhum dólar para a vida
Ou para a paz
Nenhum dólar para fazer o bem
Para o amor
Nem para ajudar a um pobre algué,
Dólares para os exércitos
Dólares mais dólares
Bilhões de dólares 
Trilhões de dólares
Jogados fora
Enferrujados sem compaixão
Sem fazer o amor
Bilhões de dólares trazem mortes 
Todos os dias
Bilhões de dólares fazem
Guerras todos os dias
Nenhum dólar para o amor
Ou para a paz
Bilhões de dólares jazem

A mente está infinitamente cheia de sonhos; BH, 0260502017.

A mente está infinitamente cheia de sonhos
Abundantemente repleta de ondas oníricas
Imortais pensamentos utópicos imortalizados
Na eternidade é uma mente diferente que
Teima em nunca estar no aquém a fazer
Questão de viver determinadamente no além
Com seus rebanhos com seus cordeiros
Com seus carneiros com suas cabras
Cabritos montanheses galgam as encostas
Das cordilheiras siderais as escarpas dos
Alcantis dimensionais não voltam à
Superficialidade não voltam ao normal
Alimentam-se dia noite da alucinação que
Causa a poesia a gestação da metamorfose
Para um voo de borboleta chama mais a
Atenção do que o mais moderno possante
Bólido que passa em disparada pelas
Estradas na ansiedade de desviar o foco
Dum olhar para em frente a um casulo a
Pulsar o bólido foi feito pelo homem vulgar
Ou pelo robô incolor o casulo foi a mão
Da natureza que o teceu sem mãos só
Com as forças invisíveis da própria natureza
O tempo fica pequeno para tão grande
Beleza abrem-se as torrentes das fontes
D'aguas medicinais que curam as angústias
Os males das agonias que teimam em
Persistir nos embriagados de maravilhas
Nos bêbados iluminados a equilibrarem-se
Nos meios-fios das calçadas dos pícaros
Dos céus dos planetas desabitados nenhum
Elemento povoa mais os organismos das
Entranhas engendradas nos intestinos
Entranhados nas matérias inorgânicas os
Redemoinhos que levam de roldões para
Os olhos dos furacões cósmicos aceleram
Os meandros cranianos de ondas de todos
Os sóis dos cânions dos sóis dos vales
Das sombras das mortes que não matam