quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Rio Grande do Norte, 916, 2; BH, 0170102012.

A pele riscada pela vara de granito
De Saramago, em risco de separações
De pele, carne e osso; e continentes
Fluíram depois de separados, por todos
Os mares de oceanos camonianos e
Que nunca dantes navegados, salvos
Por ele; enquanto as ondas voltam
Ao mar português, a levar as histórias
Esquecidas, a deixar nas praias as
Marcas indeléveis dos tempos
Perdidos, das civilizações que não deram
Certo; valorosos descobridores tateiam nas
Velas das naus, de manhã bem cedo,
Quando é tarde nos homens, que
Pessoa tentou transformar em pessoas;
O maior libertador de fantasmas
A confrontar com o libertador de
Continentes; o que mais tirou seres
Acorrentados das paredes das cavernas
E o que mais tornou sonhos de
Infância em exércitos de homens
Pacíficos a guerrearem pela paz;
Um sereno guardador de rebanhos, domador
De pensamentos selvagens, em cavalos
Domesticados; o outro fazedor de bonecos
De barros, rastreador de elefantes e
Voador em máquinas pré-históricas;
E aqui jaz um que, desfrutou de ambas
As fontes, que bebeu água de açudes de
Crateras vulcânicas e cacimbas medievais
E que encheu cisternas com as lágrimas
De todos os escravos da humanidade,
Produzidos pela humanidade e que
Inda hoje teimam em ser escravos,
Do que puder subjugá-los; e sou
Um destes escravos e tenho em mim,
Os meus dominadores libertadores.

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