domingo, 5 de junho de 2016

A pessoa do Pessoa são infinitas pessoas; BH, 050602016.

A pessoa do Pessoa são infinitas pessoas
E toda pessoa são moradias de inúmeras pessoas
E apessoadas com a poesia
E a poesia é uma pessoa depois do Pessoa;
Quem vai a Portugal faz a viagem de volta das
Grandes Navegações dos destemidos
Marinheiros acorrentados às correntes marinhas;
As naus partiam felizes dos portos medievais
E muitas vezes,
Nas quais nem sempre era no mar manhã,
Volviam as naus infelizes,
Quando era no mar manhã;
Castelã desse castelo medieval,
Que sonha com a navegação infalível
E a pedra calejada pelo tempo,
Alicerce em cima do qual,
Foi erguido o castelo medieval,
Com suas paredes de pedras testemunhas,
Da consciência das eras adormecidas;
E bailam as ondas orquestradas nos escolhos dos abismos,
Nos enegrecidos paredões esculpidos pelo vento,
Obra de arte do sereno e orvalho e brisa,
Sobre os rostos das pedreiras históricas,
Que a tudo acompanham dos altos dos seus cimos,
Dos pilares das suas colunas,
Pilastras que olhos de pessoas não enxergam;
São olhos famintos por sangue,
Olhos de quem sente fome de carne,
Osso e nervo e pele e gordura e músculo;
Há pessoas que se pensam pessoas e
Pessoa não se pensava pessoa,
Se pensava pessoas 
E colocou em prática o seu pensamento
E deu vida à todas as pessoas,
Que jaziam mortas, ou adormecidas dentro de si
E deu obra-prima a todo pensamento fruto
Do próprio Pessoa
E frutas das próprias pessoas maravilhadas,
Pela maravilha do Pessoa.

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