sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Ufano-me e não abro mão das fendas; BH, 01601102012.

Ufano-me e não abro mão das fendas
Abertas das águas que inda singram nos
Rostos das naus; a História, bela História,
Deusa imortal dos homens, conta-me as
Batalhas navais; conta-me as viagens
Marítimas, os amores marinheiros, as guerras
Que não acabavam mais; meus homens
Destemidos que tornaram os Continentes
Pequenos, que limitaram a linha do
Horizonte; meus homens de olhares agudos,
Que avistavam de longe as bandeiras amigas
E as inimigas; às armas, às armas, alerta,
Piratas de vento em popa; preparar para
Atracar; canhões, mosquetões, sabres, espadas,
Cordas, pranchas, lutas; bebamos o sangue,
Aos vitoriosos o sangue arterial quente;
Bebamo-lo todo; a escorrer pelo céu
Sedento da boca; bela História de homens
Continentais; ufano-me, não abro mão;
A História é minha, meus heróis, domadores
De monstros, titãs, piratas carniceiros; oiço
Os gritos das imprecauções, das dores dos
Dentes arrancados à bruta; ouço o grito das
Dores dos membros amputados; meus
Guerreiros de naves voadoras, às velas
Infladas, o vento poderoso faz leve a
Embarcação de toneladas e muitas vezes
Todo o casco sai à flor d'água, que ela
Quer flutuar; História à vista, louvemos
Com altos louvores, é a História Sagrada
Da nossa Civilização: avante, avante sempre.

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