segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Não posso cansar-me; BH,

Não posso cansar-me, a meta é 
Sair do escondido, do oculto; a teoria, o 
Tema são a cura, a luz do sol, o abandono 
Do esconderijo das trevas, da escuridão; 
Não posso esgotar-me, o norte é a 
Independência, a potência, o poder de 
Não ser escravo do sistema; não posso
Estafar-me, a busca é constante e o 
Encontrado é pouco, quase nada, nulo,
É insignificante, mas, não posso desistir,
É persistir, mesmo que seja no erro, 
Na absurdidade, na desrazão, no 
Desassossego, no correr de medo, de
Covardia, de falta de segurança, de 
Confiança, ou garantia; a noite não é 
Tão longe, a jornada tão distante e 
Daqui, as estrelas são iguais, de lá,
Somos todos diferentes; não olhamos 
O sol de frente, não olhamos a lua
Detrás e de grão em grão, os ventos
Formaram os montes e do vômito
Da cratera nasceu a terra; e foi
Pisada de pé em pé, a deixar pegadas,
Nas rochas quentes, derretidas na 
Lava do vulcão; e não é luta em vão,
Cada um pode ter uma porta, uma 
Chave na mão e a porta esconder 
Um muro de lamentação, uma 
Muralha de lamúria vista do infinito;
E numa cordilheira cosida com a 
Linha do horizonte, cerziu-se uma 
Imagem panorâmica, tecida de tecidos
De velos de ouro, num sonho que 
Durou a eternidade e que acordou-me
Para a posteridade, na luz perpétua da 
Manhã, que nunca mais esquecerei; e 
Se esquecer, beberei para lembrar,
Levantarei com força de gravidade
Do chão, erguerei o mundo e no 
Ponto de apoio de minha alavanca,
Escreverei a espera da canção; e a 
Porta da imortalidade será aberta,
Entrarei nela vivo, a olhar um 
Corpo morto no esquife de prisma.  

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