domingo, 6 de novembro de 2016

Uma âncora; BH, 0901002016.

Uma âncora para fundear os navios,
Uma baia de salvação, uma porto de 
Angra, um cais de invenção, o marujo
Perdido, o marinheiro em alto-mar, o 
Náufrago de refrega, espera a bonança,
Depois da procela, do vendaval, do 
Temporal; ó naus, caravelas infelizes, que 
Desenharam histórias d'outros torrões á 
Flor d'água, correntes que aprisionaram
Gentes libertadas em outros continentes;
Os mapas mudaram o mundo, o mundo
Mudou o homem, o homem não mudou 
A si mesmo, depois de tantos morrerem,
Para que o homem fosse homem; e o 
Homem é pueril, alma de menino, um 
Infantojuvenil, mas, só não é homem;
Jogado de onda em onda, levado de 
Mar em mar, afogado de oceano em
Oceano, não vê a terra chegar, e a 
Cada braçada, mais distante está; nada,
Nada, e nada, a areia muda de lugar; o
Sonho galopou para longe, numa 
Tempestade, a obra afundou, a arte 
Secou na fonte, com tanta água na 
Fronte; marinheiro desgraçado, que 
Pensava que era deus, que dominava 
Ventos, sóis e luas; marinheiro caminheiro
Marítimo, bálsamo de maresia, âmbar de
Iguaria, sangue de coração destemido, de
Olhar aguerrido, que fura as paisagens: 
Quando um negror pontua no horizonte
E um coração soluça de ansiedade, 

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