sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Filme queimado por isso nunca; BH, 0300702013; Publicado: BH, 02501202015.

Filme queimado por isto nunca
Revelado fotografia que foi velada
Que não será objeto de exposição
Artística o que o mundo bebe é obra
De arte o que a civilização come é
Obra-prima são as que mantêm à
Tona as revelações das premonições são
As que sopram as profecias nos ventos
Os sacerdotes falam que são as nuvens
Que tudo sabem ficam em silêncio
Só fazem barulho quando o firmamento
Quer nos mandar as suas normas
Os raios voltam às terras com os códigos
Das informações os relâmpagos riscam
Os garranchos que se espalham
Quando são encontrados novas leis
Nos são citadas os trovões que ecoam
Sons milenares com suas linguagens
Estelares são outros idiomas universais
Que poucos decifram o que querem dizer
Da mesma maneira que as pedras das
Montanhas suspensas podem cair
Rochas das cordilheiras rochosas firmes
Aqui a qualquer momento também podem
Subir há cometas que para escrever uma
Única linha levam centenas de anos
Quero transcrever essas linhas siderais
Para formarem minhas poesias imortais
É mais fácil fazer um universo em sete
Dias do que um poema soneto em
Quatorze linhas vou sair por aí vou
Desistir de fazer poemas fazer
Universos o que dá menos problemas

Decidi não escrever mais sem telepatia; BH, 0300702013; Publicado: BH, 02501202015,

Decidi não escrever mais sem telepatia
Aviso à praça que parei com a psicografia
A partir deste momento sublime a
Telepatia será o meu novo meio de
Comunicação meus pensamentos não podem
Ficar habitados eternamente dentro
Da mente presos no cérebro encavernados
Nas paredes pré-históricas do crânio cânion
De cro magnon meus pensamentos necessitam
Doutras cabeças doutros cérebros doutras mentes
Brilhantes os universos só são formados por
Mentes brilhantes meus obscuros taciturnos
Obtusos obsoletos se desfazem logo que
Transpõem as barreiras das paralelas os
Pensamentos retrógrados ecoam todos
Pela terra para estercos adubos vegetais
Decidi que a partir daqui não vou
Mais escrever de olhos abertos cego não
Precisa abrir os olhos a luz do cego
É a telepatia que agora uso para por
Fim à agonia decidi ceifar a estupidez
A ignorância que agigantam-se
Desintegram-me do convencional do
Normal gero o anormal rompo com o
Oficial ultrapasso o cordão de isolamento
Especial cruzo a encruzilhada ponho
Abaixo o sistema do establishment crio
Desordem na ordem unida não obedeço
Mais as leis da moral dos bons costumes
Não abro mais a boca para a pronúncia
De palavras matei as palavras as letras
Agora escrevo com o que penso quem
Precisar entender os reflexos telepáticos
Mentais se revelará numa revelação profética

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Genial é o Sistema Solar já parastes para; BH, 0300702013; Publicado: BH, 02301202015.

Genial é o Sistema Solar já parastes para
Pensardes a respeito dessa criação de gênio?
Sábia é a força da Gravidade é sabedoria
Pura aplicada cotidianamente sem falha
De suma importância que talvez poucos
Parastes para pensardes nela como é que
Pode dum caos nascer harmonia tão
Inteligente como essa que move o
Universo? é algo muito impressionante
Nossa imaginação não passa por perto
Nossa criatividade não existe nossa
Inspiração não tem noção do éter que
Envolve-nos é uma reunião do que
Mais moderno hodierno evoluído há
Desde bilhões de anos-luz daqui a
Mais alguns bilhões de anos-luz muita
Coisa restará inda a ser desvendada
Devido aos mistérios segredos que
Mente humana nenhuma é capaz de
Imaginar pensar sondar sonhar
Conceber essa grandiosidade infinita
Essa genialidade a percepção humana
Não assimilará nunca nosso cérebro
É muito pequeno para tanta informação
Precisaríamos de toda uma eternidade
Para começarmos a entender se
Vivêssemos a posteridade não
Entenderíamos o suficiente este
Genial Sistema Solar não passa dum
Minúsculo ponto em toda a dimensão
Dessa dimensão ou vice-versa são
Essas as glórias que pretendo um dia
Conquistar quando aprender a pensar

Não temos a capacidade de saber o que vai; BH, 0290702013; Publicado: BH, 02301202015.

Não temos a capacidade de saber o que vai
Acontecer a um segundo à nossa frente a
Necessidade deveria fazer com que
Adquiríssemos uma percepção uma
Sabedoria ou uma visão especial
Quantas pessoas vão alegres pela vida a
Cantar a conversar a sorrir sem
Ter nem a ideia de que no próximo
Segundo estarão mortas esmagadas
Torradas assassinadas que falta que nos
Faz uma prenunciação uma reminiscência
Que nos fizessem frear na hora certa
Desviar do perigo evitar o caminho
Traiçoeiro driblar a morte apesar de
Tudo inda somos estúpidos fazemos
Questões de aumentar a nossa estupidez
Somos ignorantes fazemos questões de
Aumentar a nossa ignorância aí
O que nos resta é chorar aos nossos feridos
Aos nossos mortos todo cuidado é pouco
Mas quem pensa em cuidados? quem quer
Estar alerta na defensiva a pisar em ovos?
O que queremos é o desespero é o risco
Próprio o alheio a falta de cuidados de
Considerações o que queremos é a
Imprudência a imoderação o desrespeito
A tudo a falta de atenção as coisas
Tão próximas os acontecimentos iminentes
Urgentes não temos nenhum pingo de
Imaginação nenhuma criatividade para
Evitarmos as tragédias as tragédias ali debaixo
Dos nossos narizes diante dos nossos olhos

domingo, 20 de dezembro de 2015

Estou muito triste ninguém levou-me; BH, 0290702013; Publicado: BH, 02001202015.

Estou muito triste ninguém levou-me
Em consideração o mundo parece-me
Que é assim ninguém leva nada em
Consideração é muito triste o estado
A sociedade é triste o sistema é mais
Triste ainda tudo isso faz com que o
Povo fique triste como homem do
Povo estou triste por mim pelo povo
Meus amigos morreram quase todos
Meus irmãos não fazem questão de
Ser meus amigos suportamos um
Amigo não suportamos um irmão não
Tenho mais com quem beber uma
Cerveja gelada não há o que possa
Ser melhor do que se beber uma cerveja
Gelada é por isso que estou triste faz
Muito tempo que não encho a cara
Está explicado aqui complicado
A esbravejar a xingar a odiar a
Blasfemar tudo que preciso é
Duma cerveja bem gelada vou
Passar a amar a todos sem ódios
Sem xingamentos sem brigas sem
Raivas gentes como os problemas
Da vida podem ser resolvidos tão
Facilmente? uma cerveja gelada na
Nossa frente primavera eterna
Nada de primavera árabe nada de
Homens-bombas ou drones ou guerras
Civis ou revoluções ou golpes de estado
Manifestações ou vandalismos é só uma
Cerveja bem gelada a vida vira um
Disco dum bom velho rock n' roll

Não importa já estou condenado; BH, 0290702013; Publicado: BH, 02001202015.

Não importa já estou condenado
Culpado réu confesso estou condenado
Não quero defesa não quero justiça
Não quero tribunal juiz desembargador
Defensor promotor nada disso quero
Renegado estou condenado quero
Cumprir a pena nem habeas corpus
Alvará de soltura ou outro benefício
Que a lei possa garantir-me sou um
Fora da lei detesto lei não quero o
Indúbio pro réu o contraditório a
Ampla defesa não quero o direito
Sou um preso de penitenciária sou um
Presidiário não quero visitas nenhum
Contato com o mundo lá fora com o
Estado com o sistema a sociedade não
Faço questão de nenhuma assistência
Só a solidão de solitário na solitária
Sem banho de sol incomunicável
Sem visita íntima quando houver
Rebelião que seja feito refém
Que não haja acordo nas negociações
Que o refém seja executado não
Quero coisas belas o belo o certo
Quero o torto o duvidoso o indeciso
É não quero o sadio quero o sádico
O terror os versos sangrentos os
Versículos profanos não sou
Consagrado não sou batizado fui
Excomungado pelo papa mas não
Importa nada me importa minha
Alma é torta nada dá jeito nela
Neste espírito enviesado

Odeio explicitamente odeio não há; BH, 0290702013; Publicado: BH, 02001202015.

Odeio explicitamente odeio não há
Como negar mas o que move-me é o
Ódio odeio desde da hora em que acordo
Até o momento em que vou dormir só
Odeio não suporto fazer outra coisa
Não odiar é morrer odeio tudo
Que se move na face da Terra
O que não se move odeio aonde
Meus pés pisam o que meu estômago
Acolhe que raiva que me dá
Este ódio é uma vontade de xingar
Brigar matar cometer atos terroristas
Explodir bombas arrancar os olhos
Abrir o ventre personificar o mal
Não suporto o mercado a mídia os
Bancos as igrejas as escolas os hospitais
Os cemitérios não suporto os cursos as
Universidades as repartições públicas as
Polícias os políticos os tribunais as
Assembleias a câmara o senado odeio
Os palácios as mansões a burguesia a
Elite arrumeis mais alguma coisa
Aí que vos direi que odeio tenho raiva
Cólera ira odeio a sociedade odeio
O consumo a moda as artes todas
As artes a saúde a educação a
Cultura quem me dera uma montanha
Um monte um cimo bem elevado
Um lugar mais distante para romper
Estes nervos estas cartilagens quebrar
Estes ossos arrancar estas raízes com o
Contato que me causa este ódio óbvio