segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Persigo uma obra-prima; BH, 0150902013; Publicado: BH, 0110102016.

Persigo uma obra-prima
Não sei até quando o sol nasce
Todo dia não sei até quando
A luz há de brilhar não
Sei até quando mas persigo
Uma obra-prima Cazuza perseguia
Uma ideologia Van Gogh a perfeição
Dum óleo sobre tela Marx a sociedade
Utópica Picasso fez vários experimentos,
Até ser chamado de gênio Dali
Em sonhos de loucura brindou-nos
Com a arte mais elevada cada
Um desses loucos sistemáticos
Perseguiu a beleza sem medir
As consequências negativas que
Muitas vezes recaiam sobre si
Mesmos na ânsia de concluírem
Uma obra de arte persigo uma
Obra-prima quero também poder
Brindar a humanidade com uma
Obra de arte chamada de minha
Não sei quando nascerá não importa
Quando mas todo dia levanto
Penso hoje atinjo a perfeição hoje
Concluo um pensamento seivado
De sabedoria lucidez percepção
Domingo é o melhor dia para
Liberar a intuição longe dos jornais
Longe das televisões incomodado
Igual a um animal no cio a
Perseguir a fêmea desejada a fugir
Sempre é a poesia a fugir de mim

O homem não quer deixar de ser idiota; BH, 0130902013; Publicado: BH, 0110102026.

O homem não quer deixar de ser idiota
O homem não quer ler o homem não
Quer contemplar o homem não
Quer refletir ninguém sabe o que
O homem quer nem o homem ninguém
Sabe o que o homem é nem o homem
O homem não quer deixar de viver
Na estupidez faz de tudo para
Dormir abraçado estupidamente com a
Estupidez o homem não quer deixar de
Ser ignorante faz de tudo para permanecer
Na ignorância bem que poderia fazer
Um bem a si mesmo ou a um semelhante
Poderia ser bom para si mesmo para
Os semelhantes o homem não quer
Amar nem como se amasse a si mesmo
Não sai das igrejas não sai do pé
Do altar, não larga a Bíblia o Corão a
Cabala o Torá não larga as armas
As bombas a maldade os mísseis
Os foguetes a ruindade o homem só
Sabe cantar a canção do idiota a falar
Mal da vida do homem não canta
A canção que aprendeu na infância
Mata a criança de dentro de si
Mata o homem que herdou dalgum
Antepassado mata quem puder
Matar mata o que vai nascer
Do homem o homem não quer
Deixar nada viver nem o homem

Há falta duma sensibilidade; BH, 0130902013; Publicado: BH, 0110102016.

Há falta duma sensibilidade
Há uma suspeita no ar o que foi
Que aconteceu? morreu-se a
Surpresa o inusitado não
Surpreende a mais nada
Há um banalismo perverso um
Comportamento pernóstico todos
Fingimos aceitar tudo a
Não perceber nada há uma
Embriaguez unânime um
Entorpecimento uma falta de
Indignação tortura-se nas
Prisões somem-se com pessoas
Concedem-se habeas corpus a criminosos
Assassinos estupradores sequestradores
Espiona-se mais do que na guerra
Fria ninguém fala nada
Invadem outros países sem total
Consentimento ou autorização
Da ONU Organização das Nações Unidas
Condena-se sem provas
Atropelam-se os direitos ferem-se
As liberdades individuais as nossas
Democracias ruem-se aumentam-se
Os campos de refugiados de
Flagelados marchamos firmes
Ao abismo nada nos detêm acabou-se
O que era doce a utopia a percepção
Acabou-se a intuição o que teima
É a estupidez o que perpetua-se é a
Ignorância a brutalidade não temos
Mais convicções nem nos instintos há
Um vago sabor amargo de decepção no ar

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Quantas perguntas a humanidade tem a fazer à si mesma? BH, 0120902013; Publicado: BH, 080102016.

Quantas perguntas a humanidade tem a fazer à si mesma?
A humanidade precisa auto questionar-se
Com a maior urgência alguma coisa falhou
Algo estragou a engrenagem
A humanidade precisa parar
Perguntar a si mesma onde foi
Que errei? o ser humano está a
Voltar à era da Idade Média
A raça humana quer abraçar o
Medievalismo o ser humano quer
O regime feudal na religião no
Comportamento na sociedade
A igreja quer reimplantar a inquisição
Quer mais hereges nas fogueiras torturar
Implantar o conservadorismo é a
Volta dos preconceitos da intolerância
Muitos pedem até a volta das Ditaduras
As democracias são frágeis os
Componentes dos poderes são dominados
Pelos donos dos dinheiros dos mercados
Das mídias os jovens vivem sem perspectivas
Sem leituras sem escritas sem culturas
Os jovens vivem sem educação sem
Formação sem sentido a razão é a
Desrazão a falta de lucidez de
Sobriedade tenho muitas perguntas
A fazer à humanidade mas não farei
Nenhuma a humanidade é suficientemente
Adulta experiente para saber consultar
Ao próprio âmago o que realmente quer
Essa consulta deve ser urgentíssima

Nossa Senhora Santa Maria da Conceição Santos Medina.

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Tamarineiras amendoeiras paineiras; BH, 0120902013; Publicado: BH, 050102016.

Tamarineiras amendoeiras paineiras
Assombradas as que metiam medo
Eram as gameleiras assustavam as
Nossas almas infantis as amei todas
Desde os meus tempos pueris é o
Orgulho de ter sido envolvido
Sempre com essas fadas dos bosques
Deusas dos pomares rainhas das matas
Senhoras das florestas quem nunca
Esteve envolvido com essas ninfas
Sereias das ramagens musas das
Folhagens? não deve ter sabido o que
É viver essas princesas das floras
Encantam argonautas fazem Argos
Ficar cego de amor Tirésias enxergar
Com o feitiço cupido não precisa
Mais disparar flechas nos corações
De pé meu pé de jacarandá minha
Peroba de lei no quintal que é
O meu reinado terreno onde nasci
Herói considerado um dia serei
Enterrado nos galhos ramados dessas
Ramagens floridas de pé meu pinho-de-riga
As estações se apaixonarão os passarinhos
Se acasalarão cada ninho será um coração
Serei da terra nascido de barro nobre amassado
Argila, tabatinga massapê preto ou do 
Barro vermelho sagrado da lama que
Se formou onde o sangue de Jesus
Cristo foi derramado benditas sejam
Paineiras amendoeiras tamarineiras gameleiras 
Almas santas que sustentam meu passado

Detesto morte de crianças; BH, 0110902013; Publicado: BH, 050102016.

Detesto morte de crianças
Tanto na realidade quanto na ficção
Jamais faria uma arte escreveria
Uma obra que no enredo alguma
Criança teria que morrer detesto
Doenças de crianças não aceito
Explicações porque crianças têm
Que ficar doentes para mim todo
Anjo da guarda é criança quando
Lia a Bíblia sofria tanto na parte
Que fala que as crianças morriam
Ou os leõezinhos morriam de
Fome não entendia a causa das
Crianças sofrerem dos leõezinhos
Morrerem de fome continuo
Assim meio meninão a chorar
Pelas crianças queimadas nas
Guerras a chorar pelos que morrem
De fome pelos que morrem nas
Ruas debaixo de marquises viadutos
Pontes inda sou meio amanteigado
Com essas coisas sociais com falta
De escolas hospitais creches inda
Perco noites de sono a pensar numa
Saída para evitar despejamento de
Bombas em aldeias cidades tribos
Bairros subúrbios mas não há nada
Que impeça uma bomba depois que
Foi disparada não há santa nem
Remédio para as armas químicas
Incendiárias cada dia mais sofisticadas
Para uma guerra de extermínio em massa