terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Detesto morte de crianças; BH, 0110902013.

Detesto morte de crianças,
Tanto na realidade, quanto na ficção;
Jamais faria uma arte, escreveria 
Uma obra, que no enredo, alguma
Criança teria que morrer; detesto 
Doenças de crianças, não aceito
Explicações, porque têm
Que ficar doentes; para mim todo
Anjo da guarda é criança; quando 
Lia a Bíblia, sofria tanto na parte
Que fala que as crianças morriam, 
Ou os leõezinhos morriam de  
Fome e não entendia a causa das 
Crianças sofrerem e dos leõezinhos
Morrerem de fome; e continuo 
Assim, meio meninão, a chorar 
Pelas crianças queimadas nas 
Guerras, a chorar pelos que morrem
De fome e pelos que morrem nas 
Ruas, debaixo de marquise, viadutos
E pontes; inda sou meio amanteigado
Com essas coisas sociais, com falta
De escolas, hospitais, creches; inda
Perco noites de sono a pensar numa 
Saída para evitar despejamento de 
Bombas em aldeias, cidades, tribos,
Bairros, subúrbios; mas não há nada
Que impeça uma bomba, depois que
Ela foi disparada; não há santa e nem
Remédio para as armas químicas, 
Incendiárias, cada dia mais sofisticadas,
Para uma guerra de extermínio em massa. 

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