sábado, 16 de janeiro de 2016

Não faz bem contar dinheiro e a avareza; BH, 02601002012.

Não faz bem contar dinheiro e a avareza
Aumenta, a mesquinhez dispara; não 
Faz bem contar os bens, a ambição só 
Cresce; é melhor contar estrelas que,
Aparecem apenas verrugas nos dedos;
E contar vantagens? qual a vantagem 
Em contar vantagens? bancárias? 
Financeiras? capitalistas? às vezes 
Pergunto sem obter respostas: para que
Levar a vida ao nível de uma ficção e 
Elevar uma ficção ao nível da vida? não
Sei o que vou contar, dinheiro não tenho
E estrelas não dá, vou contar conchinhas
Do mar, os grãos de areia das praias e 
As moléculas do ar; vou contar as pedras
Das pirâmides, de Machu Picchu, dos 
Castelos e das fortalezas medievais, 
Onde escondem-se corações virgens;
E as coisas que nunca vi, vou contar
E as coisas que vi, vou deixar para outro
Alguém contar; só vou contar o que 
Nunca ninguém teve para contar, o que 
Todo mundo tem para contar, não 
Interessa-me; a loucura é assim, com 
Seus elogios, ou sem seus elogios e 
Todo sonho de louco é louco, utópico,
Onírico; e toda loucura é bela, é 
Artística, com exceção da loucura pelo
Poder e pelo dinheiro; essas loucuras
Diminuem a humanidade e leva o 
Homem ao rés do chão; as loucuras
Que são ervas daninhas da raça 
Humana, do ser humano, devem ser
Afastadas, como o joio é do trigo.

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