sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Desprovido de qualquer compromisso; BH, 0190802013.

Desprovido de qualquer compromisso  
E não ter obrigação, não pensar, ou exercer
Função, ação e nu enfrentar o futuro,
Livre dos antigos preconceitos, livre
Dos antigos artigos, inda navego, a 
Praia está distante, o porto de 
Relance em relance fica mais longe e o
Cais inatingível; nado mais do que eu
E sozinho, minha sombra abandonou-me;
Perdeu-se no azul da água, não
Sei, ou se já ultrapassou a linha 
De chegada, não sei; quedo para 
Enganar-me, miragem, iludo-me
Com as miragens; e para chegar
A um oásis, uma onda o leva 
Para o horizonte; navios só os de
Névoas, embarcações, jangadas de 
Fenícios, de marinheiros experientes
Passam ao largo, levam blocos de 
Pedras de mármores para as pirâmides
Do Egito e toneladas de metais nobres
Para as armas e estátuas, levam ouro 
Para os tronos e sarcófagos dos faraós;
Algodão para o linho das múmias,
Espermacete, bálsamos e filósofos
Para ensinarem aos sacerdotes; 
Assombração, avistam-me, não podem
Levar-me, sou um peso descartado de 
Outro navio quase a pique; sobrenatural,
Sobressaltados apelam aos deuses, a 
Visão à flor d'água; desfraldam velas,
Possantes remos ferem as ondas, a 
Afastarem-me de mim, que fico para atrás.  

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