segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sabes aquela estrela extinta situada; BH, 03001002012.

Sabes aquela estrela extinta situada 
Na parte mais obscura das trevas do universo,
Que a luz parou há séculos de viajar 
Para a Terra, aquela estrela sou eu;
Água só havia quando chorava e há
Milênios parei de chorar; rochoso, de 
Frio tão denso, que as pedras que formam
Minhas rochas, são semelhantes a blocos de 
Gelos negros; ar, nem o rarefeito, ou o 
Mais poluído e o mais contaminado
Dos ares; a possibilidade aqui é que 
A Teoria da Relatividade seria 
Impossível e a vida possível, nem a mais
Impossível das vidas; a força de 
Gravidade, as leis de atração e repulsão,
Ação e reação, ou qualquer outras
Demais leis, pela inexistência, não
Formam nenhuma conjectura; ciência,
Das ciências, nem a maior das paciências,
Ou a melhor das tolerâncias; órbita da 
Arrogância, elipse da ignorância, rotação
Da estupidez, translação da falta total de 
Todos os princípios; que passarinho corajoso,
Aquele que acabei de ver voar no meio da 
Tempestade, a ponto de ser atingido por um 
Raio; muito audacioso, muito ousado, enfrentar
Assim de peito e asas, tormenta tão escabrosa;
Mas, aquela estrela lá naquela coalhada
Coagulação de sangue universal, sangue que
Faz lembrar lama de fundo de vulcão,
Aquela estrela, meu irmão, sou eu que, 
Arrasto os joelhos nos penedos, a 
Deixar os meniscos agarrados por troféus.

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