sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Não vou sair desta enrascada? não; BH, 0250802013.

Não vou sair desta enrascada? não 
Vou nadar até o porto sem morrer na 
Praia? ou o meu destino será outro?
O de não nadar até o porto, o de 
Morrer na praia; das letras posso
Desistir, não representam-me;
Das palavras posso abrir mão, não
Formaram minha palavra, não
Embasaram minhas sentenças;
Precisei de provas, precisei de juras,
De testemunhas e de firma reconhecida 
No cartório; e na minha miscelânea de 
Opiniões, não encontrei quem quis 
Autenticar, dar por fundamento; 
Escondi-me atrás da porta, debaixo da
Cama, no fundo do porão; fugi para o
Sótão e onde havia um louco sorrateiro,
Aliei-me a ele e ficamos anônimos,
Enquanto houve silêncio, nada nos 
Notou; mas quando ele começou a 
Uivar, as esmurrar as sombras, a bater
Nas paredes, a vizinhança começou a 
Incomodar-se e fomos notados,
Apontados e condenados; nada de 
Defesa, argumentações, alegações,
Embargos; o tribunal era de exceção:
Penitenciados por sermos loucos,
Por supostas faltas de razões; heis 
Aqui as tuas palavras, todas jogadas 
Na tua cara; heis aqui as tuas letras, vira 
A outra face para ser esbofetado por elas.

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