terça-feira, 30 de abril de 2013

"Fines coronat opus o fim coroa a obra porém só comigo": BH, 01º0502001.

"Fines coronat opus": o fim coroa a obra, porém, só comigo
Que não acontece isso; e "fugit irreparabile tempus": foge irreparavelmente
O tempo e só eu não consigo fazer nada; e não tenho o "genus
Irritabile vatum": citado por Horácio, a raça irritadiça dos poetas;
E o que resta-me a grosso modo, é este expressar grosseiramente,
Que em linhas gerais, deixo aqui, o mais aproximadamente possível
E sem nada poder expressar; é um dactiloscópico dactiloscrito, é
Um original escrito à máquina manual, segura pelos tentáculos
Da dactiloteca, a pele que envolve, cada um dos dedos dos
Mamíferos; creio que isto seja um xodó, com uma ideia fixa que
Significa mania, do uso de linguagem infantil, que veio do
Francês dada, o dadá, cujo princípio essencial é o apelo ao todo
Subconsciente total, igual ao movimento literário, lançado
Pelo poeta Tristan Tzara, em 1916, o dadaísmo e penso que,
Aqui neste escrito, resgato, como um autêntico dadaísta,
Nesta idade de formador de substantivos femininos abstratos
E que exprimem noção atibutiva, como a bondade da mulher,
De aturar a maldade do homem, nove meses na legalidade
Do útero complacente; e às vezes até a adquirir a fealdade do espírito dele,
A frialdade da alma dele, em preterência à amabilidade da
Própria mulher; à facilidade com que ela ama e
Entrega-se e é mãe, tem capacidade para gerar e total
Uniformidade para criar em qualquer circunstância; e
Afinidade em aceitar e amamentar o filho, com coleção
De irmandade, a fazer de tudo para evitar a mortandade; e a
Dar exemplo de humanidade, de boa ideia de ação
Realizada; e ao não deixar nenhum tipo de barbaridade
Acontecer com o seu filho; mesmo quando às vezes não
Consegue evitar e a forma original persiste no lar
Em que é a majestade; é a potestade, é o poder em
Forma de potência, é o potentado em forma de divindade
E de anjos da sexta hierarquia; que Deus afaste com o seu
Supremo poder, qualquer tempestade do lar da mulher;
E que todo loureiro seja usado para tecer uma coroa de louros
E que ela tenha a fronte cingida por essa coroa, como se fosse
Uma heroína atleta e vencedora das Olimpíadas da vida;
E não gostaria de usar a dafnomancia, a adivinhação por
Meio de folhas de loureiro queimadas; não gostaria de
Usar a manteia do dafnomante e não quero saber
Do resultado dafnomântico, que informa sem consulta
Se a mulher será feliz, ou não; e quero só a felicidade
Da mulher e que aprenda isto e que demonstre
Isto e que pregue isto no seio da humanidade; e
Se um dia, pudesse fazer igual ao Sebastião Salgado,
Também iria daguerreotipar, isto é fotografar ou reproduzir
Por daguerreótipo, do nome do inventor francês Daguerre,
Todos os feitos da mulher; se conhecesse a daguerreotipia, a
Arte da fotografia, da revelação de iodeto e de brometo
De prata contidos em placa de cobre, sob vapores de
Mercúrio, a fixar-se a combinação com cianeto, ou
Hipossulfito, creio que seria um Sebastião Salgado, um
Clássico dálete da lente, como é clássica a quarta letra do
Alfabeto hebraico e saberia escrever tudo que fosse
Verídico a respeito da mulher, desde da almatense, do
País dalmático, à que trabalha com damas quinagem,
Nas operações de damas quinas, à tuxia e à mulher mendiga,
Pedidora de esmolas; e conheci uma, que vivia a pedir,
Tinha uma ferida crônica na perna, porém, o filho,
Estava sempre bem vestidinho, limpinho e arrumadinho;
Mesmo ao ser filho de uma mendiga; as danaides, criações
Mitologias dos gregos e moças condenadas a encher,
Eternamente, tonéis sem fundo, comprovam a perseverança
Da mulher; e quisera ter o dom de criar um poema
Denubiano e com a beleza do rio europeu Danúbio e assim
Poder enaltecer o valor da mulher; e também a do daomeano,
Não posso esquecer a de Daomé, a natural e
Habitante desse país e que, se ela sofre, que a partir
De hoje pare de sofrer e seja só mulher e feliz; quero
Entregar meu pescoço ao dardejamento, meu coração
Ao flechamento, meu corpo ao seteamento, não sou
São Sebastião, mas quero esta cintilação; quero
Morrer dardejante, cintilante igual a uma estrela cadente,
Brilhante igual ao sol e coruscante como um cometa;
E com a genialidade do darwinismo, com a doutrina
Biológica , cuja conclusão extrema é o parentesco
Fisiológico e a comunhão de origem em todos os seres
Vivos, com a formação de novas espécies por um processo
De seleção, o evolucionismo darwinista; mas perdoeis-me
A ignorância deste vil ignorante, continuo a pensar que foi
Deus que criou a mulher; a mulher foi o único ser que Deus
Deixou ao criacionismo, com todos seus designativos de
Pelos, com seus tesouros guarnecidos, como o dasicarpo,
Que tem so frutos peludos; e o dasifilo, cujas folhas são
Espessas e pilosas e a folhagem densa; e do restante não
Quero nem saber, nem mesmo do dasipodídeo, espécime dos
Dasipodídeos, família de mamíferos de corpo coberto por
Uma carapuça, como os tatus; o restante, podeis matar com o
DDT, o inseticida sintetizado pelo sábio suíço Paul Hermann
Mueller, 1899-1965, que é sigla de diclorodifeniltricloretana;
Só salveis a mulher, a mãe, a tia, a avó, que tem
Diferentes relações como de posse, lugar, modo, meio, causa,
Tempo, dimensão, origem, matéria, conteúdo, fim
Destino, alvo, valor, menos comparação, pois não
Temos como comparar a mulher com qualquer outro
Ser na face da Terra: a mulher é única na dealbação da vida.

Podeis chacotear e zombar;
BH, 0120402001;
Publicado: BH, 01º0502013.

Podeis chacotear e zombar e
Dizer que são porcarias; a hora de deliciar-me
Chegará e saberei usufruir e gozar e colher,
Os frutos do que plantar; saberei desfrutar,
Pode até demorar, esperarei para desfruir;
Cada desfrechar que lanço, é um
Atirar de flechas, como de um cupido, um
Disparar de arcos, e um dia acerta o alvo;
E verei a bandeira tremular, desferir golpes ao
Vento, soltar vibrações, e desfraldar sem
Desfortuna; será o fim da infelicidade a chegar,
Será o desforrar de toda a desgraça; e
Tudo vai dar-me compensação; só
Não quero vingar, e nem vingança:
Tirar o ferrolho e colocar um novo, é
Uma desforra sem desagravo; é só
Um desforço para dar uma satisfação,
Tomar uma prova; desgravar sem violência
E desforçar como no descamisar o milho;
Nada de desembainhar facão, ou a
Espada, tirar as folhas ou as pétalas das
Rosas; e deixar desfolhar no tempo próprio,
Ou na desfolhação; a moléstia vegetal
Caracterizada pela queda do desflorir,
Do desflorescer, e do desvanecer; agora,
Atenção: desflorestar, derrubar as matas,
As árvores em larga escala, tanto de
Um terreno, como de uma região,
Vai acabar por nos matar; é isso
Mesmo, vai acabar por exterminar-nos;
É triste perder o brilho, e o frescor, murchar,
Perder as flores; é triste deflorar a natureza,
Violar a virgindade de um botão; tirar as
Flores dos caules, desflorar, prender as
Flores nos vasos; que nojo é a desfloração,
A violação e o desfloramento; e a herança então,
É o desfilhar, tirar os filhos e os rebentos
Desmamados e despovoar a natureza?
Não é apreciar o desfile fúnebre, é olhar o
Desfilar dos pássaros e das borboletas.

É ruim ser desorientado;
BH, 0120402001;
Publicado: BH, 01º0502013.

É ruim ser desorientado, gastador,
Que se descontrolou como um veículo, e
Pior ainda, sentir que não tem governo;
É desgostoso ser desgovernado, ter desgosto
De ter um prefeito omisso; ser descontente
Por ter um governador omisso, e sentir o
Que tem o mau sabor, como o de ter um
Presidente pior ainda; só causou-me descontentamento,
Sinto mágoa e desprazer; não é por querer
Melindrar-me, é por não gostar mesmo;
Todos eles só souberam descontentar-me,
E o presidente, a desgostar-me mais, cada
Vez mais; que desgaste eu sinto na alma,
No prefeito eu votei, tudo bem; já no presidente
E no governador, não; tenho que digerir,
Deixar consumir pelo atrito, gastar de
Pouco a pouco, até o desgastar final;
Porém, no fundo, espero que a história,
Mostre-me que estou errado em relação
A eles; a audácia que sinto em FHC, Fernando
Henrique Cardoso, só causa-me mal e asco; a
Elegância e a desenvoltura, cheiram-ma à falsidade,
E à hipocrisia; porém, espero desgarrar
Deste conceito, espero que com o tempo,
Desgarre de mim esta ideia, e que
A história revele que estou errado;
Estou a desviar o rumo da embarcação,
A extraviar-me da verdade, e a
Desencaminhar-me da realidade? e
A perverter o certo e a desgarrar o correto?
Sou solto e livre, mas não sou pervertido,
Não sou extraviado, como alguém que,
Desgarrou-se dos seus princípios; não sou
Desgarrado por perversidade, e a cantiga
Popular por desabafo, a desgarrada, sempre
Mostra as mazelas que eles fazem contra
O povo; e se puder, quero ver desgalhar,
Cortar os galhos deles; e para a que se
Presta a zombaria do FHC, Fernando Henrique
Cardoso, contra os que são contra ele; ele
Não é desfrutável, e é algo de que o povo não
Pode desfrutar, e tem que pagar tintim por
Tintim, de tudo de errado que fez, que
Roubou e que deixou roubar legalmente.


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