quinta-feira, 12 de maio de 2016

Eu vivo de cultura e pela cultura e para a cultura igual a um pastor; BH, 02301102000.

Eu vivo de cultura e pela cultura e para a cultura igual a um pastor,
Ou a um bispo de igrejas evangélicas, ou um padre de igrejas 
Católicas, ou um jesuíta que, quis converter alguém, também 
Quero que, todos convertam-se à cultura; quero que todos, 
Segundo as circunstâncias, andem de acordo e nos devidos termos
De toda cultura; sou concorde, resignado e idêntico e se não 
Houver cultura, não haverá conformidade, não haverá identidade
Comigo, analogia e resignação; tenho o sistema de conformar-me 
Com todas as situações, sou até um indivíduo notório conformista,
Agora, da cultura, não abro mão; com a falta de cultura, não, não 
Sou confortado com aquele que não gosta de cultura e não passo 
Como confortante, ou como aquele que consola, ou que conforta, a 
Quem vive na ignorância das trevas da estupidez; é pior do que 
Confortar alguém na morte de um ente querido, é pior do que 
Proporcionar conforto material, consular e animar um triste que 
Perdeu tudo, inclusive a mulher; dar forças e fortificar o mais 
Fraco é da índole humana, ter que ser confortável com quem não 
Tem cultura, apesar de impossível, para mim poderia até ser 
Cômodo, poderia dizer: esqueçam o que escrevi e assino sem ler, 
Não é comigo e nem tenho nada com isso; mas, não, quero o meu 
Bem-estar cultural, a comodidade de poder ler, o agasalho e a 
Consolação da escrita para o meu ser; não pretendo ser confrade de
Academia, membro de confraria e colega de casas de letras: penso
Confrangedor; ABL, Academia Brasileira de Letras, por exemplo, 
Confranger-me-ia, se tivesse de desfrutar da mesma casa que o José
Sarney, apenas para citar um e não ficar a listar nomes nefastos como
O de Roberto Marinho e outro pseudo intelectuais; não gosto de 
Atormentar-me com assombrações e muitos que estão ali, só fizeram
Angustiar-me no passado; e se algum dia obtiver a chance de 
Ingressar-me numa ABL, que perdoe-me o Machado de Assis, a casa
Dele está manchada e não irei esmigalhar-me com eminências que só
Souberam confranger-me em outras épocas; causa-me confrangimentos
Certos fardões da associação, até alguns com fins religiosos e com 
Essa irmandade não há confraternização; muitos ali, devem muito à 
Nação e não há como confraternizar-me, tratar como irmão, irmanar-me
E possuir sentimentos comuns; e também não quero confrontação, não 
Sou confrontador, não sou de confrontar, ou acarear como testemunha, 
Comparar os estilos, cotejar e pôr em frente, como duas, ou mais pessoas,
Ou coisas, defrontar, averiguar e confirmar, pois, não sou o que confronta,
O que usa o confronto, não quero comparação de culturas; cada um no 
Seu confucionismo, quem for seguidor da religião pregada por Confúcio,
O confucionista e suas doutrinas, que seja; eu não quero é participar e 
Sabem por que, pois, antes sabiam confundir, reunir sem ordem, misturar
Para enganar; e ninguém conseguia distinguir bem, pois, queriam fundir o 
Joio com o trigo e só souberam vexar o país; envergonhar a nação, e 
Perturbar o povo, equivocar no comportamento; eu não, comigo não, 
Não sou confundível assim e jamais serei confundido com um deles;
Eles lá, eu aqui, sem confusão, só a perplexidade, o saber da mistura,
Porém, sem barulho, sem o tumulto, a confa que promoviam contra a 
Cultura; nada de perturbação e embaraço, não quero fusão e nem a 
Reunião com esse tipo de bagaço alheio que quer pôr fim à nossa cultura.  

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