domingo, 1 de maio de 2016

Tenho medo de desistir antes da hota; BH, 0120402001.

Tenho medo de desistir antes da hora, 
Renunciar-m ao trabalho e ir-me embora,
Abster-me de desejos e exonerar-me de 
Ânimo pois, tenho medo da desistência 
Mórbida, a renúncia antes da tentativa
E não sei como tornar simples e claro 
O meu viver; não sei desintricar a vida
Que levo e gostaria de desenvenenar-me,
Tirar o tóxico de mim, ou diminui-lo pois,
Preciso desintoxicar o meu cérebro; tenho
Medo do desinteresse, de morrer na fila,
Da falta de interesse e de desprendimento;
E ai se pudesse desinteressar, não 
Privar ninguém e nem a mim do interesse
Elevado; tirar os lucros desonestos e ser 
O primeiro a importar-se, não apareceria 
Uma alma a chamar-me de desinteressado,
Imparcial, que prefere ver o desintegrar 
Do planeta, a ter que mover uma uma 
Palha; e que prefere a separar-se de um 
Todo e desfazer-se em líquidos, a perder
A própria integridade; e reduzir-se a pó,
A ter que molhar a camisa no suor que
Impede a desintegração; e quero é 
Desinquietar tudo que estiver tranquilo
E sereno e calmo de dentro do ser; e 
Quero é entrar em ebulição e ferver e 
Crescer e sem diminuir, igual a um pus
De inflamação; e não venha desinflamar
As minhas chamas e nem abrandar o 
Meu fogo; preciso estar e a andar febril
E se para viver é necessário desinfeccionar,
Não quero viver; nada de praticar a 
Desinfecção em mim, nada de desinfetar-me
Da inspiração; não uso nenhum desinfetante,
Pois, o que desinfeta inibe, tolhe e tal a uma
Desinência, pretendo agir na extremidade,
No final e no termo; e ter a flexão dos 
Verbos e dos nomes e ser a letra, ou a 
Sílaba que, proposta ao radical das palavras,
Indica-lhes gênero, número, flexões e assim
Desincumbir-me, a dar cumprimento 
À minha incumbência tanto almejada.

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