segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A obra perdida não é mais dada; BH, 0190202017.

A obra perdida não é mais dada,
Nem nesta e nem em outra dimensão; e é 
Por isto que: todo trabalho de obra, ou
Toda obra de trabalho, devem ser 
Imediatamente, imortalizados; o momento
É único e não se repete no universo,
Apesar de o universo repetir-se e 
Renovar-se a cada trillionésimo de segundo;
E obra, por mais perfeita que seja, é logo
Esquecida e superada, pela menor 
Imperfeição do autor; um prego fora
Do lugar, um parafuso mal colocado, 
Uma estaca frouxa, uma coluna empenada, 
Uma pilastra formatada lúgubre, um degrau 
Oblíquo, um sonho torto; e adeus complexo
Mais do que perfeito; adeus estrutura 
Colossal imaginária, adeus canteiro de 
Gigantes, titãs, aglomerados de deuses e 
Demônios em conflitos; e anões aproveitam,
Passam sorrateiros, magros, sem gorduras,
Não olham os espelhos enegrecidos, a 
Fumaça espessa e colocam-se diante do
Sol e olham suas sombras imensas refletidas
Nas paisagens, pensam-se infinitos, regurgitados
De engôdos; demasiada ilusão das carnes e 
Ossos, mais ossos do que carnes e das peles
E esqueletos, mais esqueletos do que peles,
Indignas caveiras ambulantes; e nessas 
Oportunidades alheias, o que não faltam 
São coveiros gananciosos, a enterrarem  
As obras dadas dos semelhantes.

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