segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Crostas crestas de costados quentes; BH, 0170202017.

Crostas crestas de costados quentes,
Nasceu velho e morreu novo, viveu ao
Contrário do espelho, de bicho 
Virou gente, de noite gerou dia e da
Morte construiu vida; cerziu os furos
Dos rasgos dos espaços, com agulhas
Imantadas e linha do horizonte; fincou
O pé fundamental na pedra inda 
Incandescente, perde a sola mas,
Entrou para a pré-história nascente;
E pisou a carne viva do chão, com
Sangue cauterizado fazia a primeira
Aparição de rabiscos de caverna; não
Quis nascer amanhã, procrastinou o
Máximo que pode, quase matou a 
Mãe no dia do parto; pelado, 
Primeiro caiu uma perna, depois caiu
A outra, um braço, outro braço, o 
Tronco, enfim a cabeça, conforme 
Contava a vovó, a nos meter medo de 
Gente, gente canibal, roedores de 
Cérebros, comedores das carnes da
Alma e do espírito; e nada fez de 
Bonito, não ganhou dinheiro e se 
Impunha no grito, animal favorito,
Cujo dono encurtava o cabresto, a 
Cada dia diferente em dia, no qual 
Todos diziam que era igual azul; adeus
Minha mãe, até um dia, será plena alegria, 
De almas em júbilo a encontrarem-se.

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