quarta-feira, 11 de março de 2015

O mais importante ao ser humano; BH, 02501202012.

O mais importante ao ser humano,
É levantar-se do chão; levantei-me do chão,
No útero de minha mãe e caminhei pelas
Sendas, veredas, vales; minha gaia mãe
Pariu-me do próprio barro, assoprou-me
As narinas e deu-me de mamar nas tetas
Universais; saí do rés do chão quando
Nasci e aprendi a caminhar; aprendi a
Ler as órbitas planetárias e a decifrar
Cada estrela; orgulho-me de minha mãe
Ter-me passado a sabedoria e amamentava-me
A chamar-me de filho sábio; e recém-nascido,
Já percebia os ensinamentos, os mandamentos
E os testamentos de minha mãe, os velhos e os
Novos; e abria os olhos, movia a cabeça, a mão
Do infinito embalava meu berço; cada dia era
Um, um dia era outro e firmei minhas pegadas
Na placenta do firmamento; cheguei às estrelas
Com a minha corda de alpinista, em alguns
Abismos minha sombra fez escada para mim,
Em outros, fez ponte; e quando o monte não
Atravessava-me, atravessava o monte; cada
Planeta que nasceu junto comigo, berrava, o
Mais novo, balia, todos à espera do leite da
Nossa mãe Via-Láctea; quando a humanidade
Levantar-se do chão, com as próprias pernas,
De uma livre pensadora, também irá às alturas;
E deixará de se preocupar com as ervas
Daninhas, as relvas rasteiras das agruras
Humanas; a humanidade aprender a viver,
A ser uma raça humana, é levantar-se do
Chão, como já fizeram as mais elevadas
Civilizações, que hoje brincam conosco.

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