quinta-feira, 1 de março de 2012

Como posso sentir amor em meu peito; RJ, 090401996.

Como posso sentir amor em meu peito,
Se de manhã à noite,
Alimento-me de ódio e rancor?
Meu coração é uma barreira
De concreto armado;
Minha mente um vulcão apagado,
Coberta de lava petrificada;
Minha alma é vacilante,
Um anjo sem asa,
Um anjo duvidoso,
Sem guarda e sentinela,
Que vai e vem,
Numa dúvida só,
Sem ação alguma,
Amarrada em um nó;
Como posso sentir paz dentro de mim?
Se quando durmo o meu sono é pesadelo,
Meu sonho é infernal,
Querem todos os demônios do mundo,
Apoderarem-se do meu ser;
E não durmo mais,
Parece que morro à noite,
E velam meu corpo,
E vejo o meu próprio enterro
E sinto até a terra a me cobrir o caixão,
Num cemitério de cidade fantasma;
Ninguém chora a minha morte,
Zombam e riem e gracejam;
Dão até graças a Deus:
Inda bem que ele morreu.

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