segunda-feira, 12 de março de 2012

E ela veio para me atrapalhar; BH, 090102000.

E ela veio para me atrapalhar,
Para me confundir a razão,
Agodelhar meu pequeno coração e
Impedir que as agogas de irrigação,
Nos canais para escoamento das águas,
Usadas nas minas de extração,
Escoem minhas lágrimas;
E ela veio ser o meu agogo,
Veio do grego agogós,
Ser o elemento de composição e o
Designativo que me conduz,
Dirige-me e me guia,
À minha exterminação;
Não deixei de ser demagogo,
Não estudei para ser pedagogo
E nem posso usar o colagogo,
Medicamento que excita,
A expulsão da bílis na minha adrenalina;
E ela veio para me agolpear,
Golpear-me a cabeça e o ser;
E não quer agomar minha alma,
Deitar goma em mim e
Germinar-me no espírito dela;
Cobrir-me de gomos e rebentos e
Só a me deixar cada vez mais
Insatisfeito e sedento;
Dá-me logo uma agomiada,
Mata-me logo com um golpe de agomia,
Esfacela meu crânio com o gomil,
Esse jarro de boca estreita;
Faça de mim um agomil,
Deixa-me agomilado e desesperado,
Acaba logo o agon da luta
Do protagonista da agonia;
Não mereço as festas agonais,
Dos tipos da antiga Roma
E em honra de Jano;
Cuida dos meus funerais,
Faça dos meus restos mortais,
A tua herança macabra.

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