quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Enfim acabei de reler sob vários arrepios; BH, 0250902013.

Enfim acabei de reler sob vários arrepios: 
"Miscelânea de Opiniões e Sentenças" 
Belo livro de Nietzsche; e debaixo
De vários arrepios por quais motivos?
Nietzsche sempre nos surpreende, e
Sempre há algo revelador, sempre há
Um fator inusitado, um esconderijo,
Algo que se passou despercebido,
E quando o percebemos numa
Releitura, nos enchemos de calafrios;
E o Nietzsche é frieza, é nudez
No gelo, sombras nas luzes, luzes
Nas penumbras; e acabei por marcar
O poema 386, falo poema, pois Nietzsche,
Chama sua poesia de axioma,
"O Ouvido que falta":
"Pertencemos ao povo simples enquanto
Sempre fazemos recair a culpa nos outros;
Estamos no caminho da verdade quando
Só nos responsabilizamos a nós mesmos;
Mas o sábio não considera ninguém como
Culpado, nem ele próprio, nem os outros;"
 - Quem disse isso?
 - Epicteto, há 1800 anos;
 - Foi ouvido, mas foi esquecido;
 - Não, não foi ouvido nem foi esquecido:
Há coisas que não esquecemos; mas o
Ouvido fazia falta para ouvir, o ouvido de Epicteto;
 - Então, ele disse isso a si mesmo ao ouvido?
 - Perfeitamente, a sabedoria é o murmúrio do
Solitário no meio da praça tumultuada;
Epicteto (50-130), foi filósofo estoico grego,
Escravo liberto por Nero, ministrava lições
Públicas; mais tarde, foi banido de Roma
Junto com todos os filósofos por ordem do
Imperador Domiciano, precisamente no ano 90;
A máxima estoica de Epicteto era:
 - "Suporta e abstém-te";
É isto, Nietzsche, é sempre isto, a este desprendedor
De cultura universal, o meu muito obrigado.

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