terça-feira, 3 de setembro de 2013

Não iludo-me; BH, 01601201999.

Não iludo-me mais,
Apesar que viver sem ilusão,
É preferível não viver;
Se viver, vai perceber,
Se perceber vai sofrer;
E para não sofrer,
O melhor é a ilusão;
Aí não percebemos,
A devastação amazônica,
O extermínio dos índios,
O trabalho escravo,
As crianças carvoeiras,
Os meninos de rua,
Os mendigos, e as prostitutas,
A classe política,
O salário mínimo,
A burguesia cruel,
A elite devassa,
As mazelas do senado,
E da câmara dos deputados,
A injustiça dos juízes,
Promotores, e advogados,
A entregação nacional,
Pelos generais testas de ferro
Não nacionalistas,
Que não levam ao pé da letra,
O papel de defenderem,
Os interesses nacionais;
Por estas, e por outras,
Só a ilusão não
Nos faz perceber
A celebração do escárnio.

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