terça-feira, 3 de setembro de 2013

Vi um calango; BH, 0201201999.

Vi um calango morto na calçada,
Foi algum desses meninos endiabrados,
Desses que jogam pedras,
Fumam baganas,
Que o matou a pedradas;
Era um calango esperto,
Desses que pulam nos muros,
Correm rápidos pelas tardes,
E atravessam as ruas,
Atrás de algum inseto;
Agora jaz lá na calçada,
As formigas já tomam conta,
Do bicho morto;
Não vai mais quentar sol,
Balançar a cabeça,
E observar as coisas,
Com ar de quem,
Sabe, e entende de tudo;
Vi um calango morto na calçada,
Foi algum menino,
Que não entende nada,
Que o perseguiu,
Correu atrás dele,
Com pedras nas mãos;
E depois o deixou ali,
Morto, e estirado no chão;
Era um calango bonito,
Meio verde, e meio amarelo,
Quase da cor da bandeira;
Meio parecido com,
Um filhotinho de jacaré;
Menino danado,
Espírito levado,
Para de jogar pedras,
Nos calanguinhos do muro.

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