terça-feira, 3 de setembro de 2013

Não feches mais os olhos; BH, 0160202000.

Não feches mais os olhos,
E mesmo quando morreres,
Morras de olhos abertos, bem abertos;
Não posso parar de olhar para teus olhos,
Fiquei fascinado, encantado, enfeitiçado;
O sol ficou pequeno demais,
A lua, de vergonha, se escondeu,
E a estrela mais bela desapareceu;
E não consigo mais imaginar,
Não quero olhar para nada mais,
Só o teu olhar me satisfaz;
Não feches mais os olhos,
E nem piscas também,
Já vi até pedras preciosas,
Diamantes, e outros tipos,
Mas quando vi os teus olhos,
Quando olhei o teu olhar,
Tudo perdeu o sentido;
O mar, e as fontes de águas
Cristalinas, e transparentes,
O fogo, e a própria luz universal,
Não me causam nenhuma impressão;
Só mesmo o teu olhar,
Teu olhar parou meu coração;
Impossibilitou-me de pensar,
Matou minha criação,
Atou-me ao chão como se fosse,
Um pé atado a uma mão,
Uma mão atada a um pé,
Um corpo de decúbito dorsal;
Não feches mais os olhos,
Não escureças os meus caminhos,
E nem me deixas perdido,
Nas trevas em que me encontrava,
Antes de tu me apareceres.

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