segunda-feira, 21 de julho de 2014

Empresarial Nicolau Jeha, 25; BH, 0601002012.

Meus verbos sempre foram assim:
Irregulares,
Pretéritos imperfeitos,
Imperfeitos
E nunca mais do que perfeitos;
Meus tempos idem,
Nunca conheceram bonança
E em todos os modos foram incondicionais;
É por isto que sou instável,
Por demais angustiado
E indefectível ansioso;
Sempre nas agruras,
Sempre nas intemperanças,
Corro léguas da esperança;
Mas ouço histórias de gente diferente,
Qual um caminhoneiro,
Que se aproximou de mim
E conversamos:
Não estudei,
Meus pais não estudaram,
Meus irmãos não estudaram;
Mas estou satisfeito,
Meu filho foi chamado para uma faculdade de medicina,
Uma das mais caras do Brasil,
Com tudo pago pelo governo;
Mora no alojamento
E a única coisa que mando para ele,
São Cr$100,00, quando sobram;
A realidade nunca será encoberta pela história,
O Brasil mudou,
E hoje filhos de pais pobres,
Podem concorrer e conviver com outros,
Nas mesmas condições
E nas melhores faculdades,
Ou universidades;
Esse é um cidadão anônimo,
Com o filho mais anônimo ainda,
Porém futuro médico graduado numa
Boa escola superior;
E são testemunhas das mudanças que
Passam o Brasil
E um alento para este aluno sem perspectivas de vida,
De futuro, de esperança e de felicidade.

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