sexta-feira, 18 de julho de 2014

Quando me escavar em mim; BH, 0140702014.

Quando me escavar em mim,
É para encontrar as minas com os tesouros
De Salomão e de Ali Babá;
Quando me ferir com a mão de pilão
O chão do meu coração,
Tenho a certeza de jorrar sangue;
Não é possível jorrar água,
Sou um deserto formado de rochas arenosas,
Mas espero jorrar sangue ao ser ferido;
De que vale a um ser ser ferido e jorrar água?
E se a água não for potável?
Não for a água fresca do pote da minha avó?
Prefiro ser uma talha de sangue,
Um vaso comum,
Não precisa ser o Santo Graal,
O cálix bento;
Um cálice desses,
Onde os bêbados brindam,
Em suas falsas felicidades;
Quando me escavar em mim,
No subsolo das minhas cavernas,
Quero encontrar meu esqueleto sagrado;
Meus ossos santificados,
Que estão enterrados nos baús,
Que guardo de relíquias;
E qual a surpresa que terei?
Conseguirei decifrar os augúrios do passado?
Ou inda me esconderei de mim no presente,
Com receio do conflito no futuro?
Sondarei as estrias desses sábios ossos envelhecidos,
Para obter as respostas.

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