quarta-feira, 30 de maio de 2012

Maria Madalena; RJ, 01º0601995.

Maria Madalena,
Salvei-te das trevas,
Do apedrejamento
E da lapidação;
Disse em voz alta:
Se existe por aí,
Quem não errou,
Que atire a primeira pedra,
Quem nunca pecou;
E ninguém se atreveu
E o que foi que aconteceu?
Quem amou-te não fui eu;
Depois correste para os braços dos outros,
Teus orgasmos não foram meus;
Saciaste teus desejos,
Em outros corpos;
Entregaste tua carne
A outras carnes;
E mataste tua sede,
Em outra fonte;
E fiquei a ver navios;
Procuraste outros refúgios
E nem sequer lembraste,
Que enfrentei multidões por ti;
Que afrontei a todo mundo,
Até ao meu próprio pai;
E o que restou para mim?
É o gosto de vômito,
Que fica em minha boca,
Depois que beijo a tua.

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