quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estas palavras são as palavras do pior ladrão; BH, 0901202012.

Estas palavras são as palavras do pior ladrão 
Da espécie dos ladrões, o mau ladrão; pois,
Roubo a Deus, roubo as coisas divinas,
Sagradas, consagradas e as transformo
Em poesias profanas; roubo do Senhor
O azul do céu e o metamorfoseio
Em poemas promíscuos; estas letras,
São as piores letras, do pior assaltante,
Da classe dos assaltantes; assalto as
Belezas universais e delas componho
As minhas elegias; estas linhas são
Assassinadas pelo mais sanguinário
Dos assassinos da ordem dos assassinos,
Pois, mato as obras que Deus criou e
Não poupo fauna, flora, natureza;
Extermino tudo, anjos, deuses, céus
E não crio uma obra que seja catalogada
Nos anais das obras; até a mais perfeita
Máquina criada, a deterioro; como
Pode haver salvação para poeta? como
Pode haver redenção, perdão, para o ser
Que se diz poeta? ao próprio Deus o poeta
Quer destruir em suas escrituras; e
Bate de frente com Deus, blasfema, protesta,
Duvida e exige atitudes iguais para ambos;
E acaba por ser encarcerado em hospício
E só vem à tona em camisa de forças;
Como pode haver sanidade em poeta?
Razão, lucidez, sobriedade, consciência?
Quando segura uma pena com a sua mão,
O poeta perde isto tudo e perde a condição,
De ser considerado um ser criado por Deus.

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