quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Quando o fundo do oceano rachar; BH, 0901202012.

Quando o fundo do oceano rachar
E toda água escoar para o vácuo,
O que será do planeta Terra?
E quando na última camada da atmosfera,
For feito um rombo
E todo o ar escapar para o espaço?
O que será do planeta Terra?
Vagará pela dimensão intersideral,
Como um planeta perdido, morto?
Quem salvará o planeta que perde
Suas matas, florestas, taipas, tundras?
Quem evitará a extinção,
Se temos as águas poluídas,
Os rios assassinados,
Os lagos mortos
E as lagoas secas?
Quando estivermos a nos afundar,
No buraco que fenderá a Terra ao meio,
Não encontraremos nenhuma raiz
Para nos segurar;
A destruição que causamos ao meio ambiente,
É completa e insensata
E colocamos em risco os alicerces
Da nossa própria casa;
Quando o fundo dos oceanos se partirem de vez
E se escoarem as águas dos oceanos,
Dos mares, dos rios, das lagoas, dos lagos, 
Dos regatos, dos riachos, dos arroios, das fontes,
Das cachoeiras, das cataratas, das corredeiras.
Das enxurradas e dos ribeirões,
Não choverá mais;
E choraremos,
Mas nossas lágrimas não serão suficientes,
Para repôr as águas escoadas;
E este belo planeta,
Que deveria ser o nosso orgulho,
Que deveria ser o nosso maior ufanismo,
Por vivermos aqui,
Dará adeus às suas ilusões.

Um comentário:

  1. Muito bom o seu blog, estive a percorre-lo li alguma coisa, porque espero voltar mais algumas vezes,
    deu para perceber a sua dedicação em partilhar o seu saber.
    Se me der a honra de visitar e ler algumas coisas no Peregrino e servo ficarei radiante.
    E se gostar e desejar comente.
    Que Deus vos abençõe e guarde.
    António.

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