terça-feira, 10 de julho de 2012

Na minha empolgação; BH, 060402000.

Na minha empolgação,
Não senti o que seria a amolgação
De me sentir amolecido por te amar;
Tornei-me um homem mole,
Um indivíduo frouxo,
Um sujeito enternecido,
Um cidadão terno,
Tudo isso por que declarei ao mundo,
Ao universo amolecado,
Que nos pratica e nos prega,
Ações de moleques de modos acanalhados,
Que sem o teu amor torno-me
Um ser nada amoldado;
Nada moldado no amor,
Nada habituado na meiguice,
Afeito ao afeto,
Acostumado com o carinho,
Conformado com a situação
De abandono que me relegaste;
Aí cresce em mim,
O ato de amolar todo mundo;
Aumenta a minha amolação e
Cada amoladela vira infinita;
Transformo-me no resido de rebolo,
Que fica na água empregada,
Para amolecer o rebolo na amoladura e
Sinto-me realmente amolado;
E não faço afiado no pensamento,
Aguçado na linguagem,
Uma frase genial de letras e palavras;
E tudo em mim é aborrecido,
Enfadado e triste e taciturno; e
Minha salvação seria se
Eu fosse uma vaca,
Que todo mundo quisesse amojar,
Ordenhar de manhã cedinho,
Encher de leite os baldes. 





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